32.1 C
Dourados
quarta-feira, março 18, 2026

Autoridades de saúde em alerta máximo por surto de sarampo nas Américas

O Brasil mantém alerta máximo diante de surtos de sarampo em países das Américas, segundo informou o Programa Nacional de Imunizações (PNI). As autoridades afirmam que ações de prevenção e controle seguem em curso para preservar o status de área livre da doença.

Em 2025 foram notificados 14.891 casos de sarampo em 14 países do continente, com 29 mortes. Em 2026, até 5 de março, já haviam sido confirmadas 7.145 infecções na região.

No Brasil, o primeiro caso de 2026 foi confirmado na última semana: um bebê de seis meses, em São Paulo, que teria adquirido a doença durante viagem à Bolívia, país que enfrenta surto ativo. Em 2025 o país registrou 38 casos. Até o momento não há indício de transmissão sustentada no território brasileiro, motivo pelo qual o país não corre risco imediato de perder o certificado de área livre recuperado em 2024.

O Ministério da Saúde intensificou campanhas de vacinação, com foco em áreas de fronteira e locais com cobertura vacinal mais baixa. O calendário do Sistema Único de Saúde prevê duas doses contra o sarampo: a primeira aos 12 meses (tríplice viral) e a segunda aos 15 meses (tetraviral). Pessoas com até 59 anos que não comprovem as duas doses devem se vacinar.

Em 2025, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema na idade adequada. Para detectar e conter possíveis casos, as equipes de vigilância realizam investigação rigorosa de suspeitas e resposta imediata a notificações.

No ano passado foram notificadas 3.818 suspeitas de sarampo. Em 2026, até 26 de janeiro, havia 27 suspeitas registradas. Diante de uma suspeita, os municípios notificam o Ministério da Saúde e ativam o bloqueio vacinal: identificação de contatos, vacinação desses contatos e busca ativa de sintomas na vizinhança. Profissionais de saúde também checam laboratórios e unidades de atendimento para localizar casos não notificados.

Quando exames descartam a suspeita, as ações são encerradas. Se confirmada a infecção, pacientes e comunidades são monitorados por três meses para identificar possíveis novas transmissões antes de declarar o fim do surto local. Em casos de contato próximo, bebês de 6 meses a 1 ano recebem a chamada “dose zero” como medida preventiva, além das duas doses previstas no calendário quando atingirem a idade recomendada.

As autoridades destacam preocupação com a circulação internacional de pessoas. Países com surtos mais graves, como Estados Unidos, México e Canadá, receberão grandes fluxos turísticos durante a Copa do Mundo em junho e julho, o que pode contribuir para a disseminação do vírus. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem divulgando orientações sobre a importância da vacinação em aeroportos e portos.

Internamente, áreas turísticas com grande circulação de estrangeiros — litoral, Amazônia, Pantanal e Foz do Iguaçu — e a extensa fronteira terrestre com cidades gêmeas exigem vigilância contínua. A manutenção de altas coberturas vacinais e ações focalizadas em pontos de menor adesão são consideradas essenciais para evitar novos surtos.

OUTRAS NOTÍCIAS

REDES SOCIAIS

6,762FãsCurtir
126SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS