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quarta-feira, março 18, 2026

Conflito deixa, diariamente, crianças feridas ou mortas em salas de aula

Desde 2 de março, pelo menos 111 crianças foram mortas e 334 ficaram feridas em ataques israelenses no Líbano, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde libanês. A contagem média corresponde a quase 30 crianças afetadas por dia desde o início dos confrontos.

O conflito se intensificou após o grupo Hezbollah passar a atacar território israelense em 2 de março, o que ampliou a crise regional. No total, cerca de 1.200 menores teriam morrido nas últimas semanas na região, com quase 200 mortes registradas no Irã, quatro em Israel e uma no Kuwait, segundo levantamentos divulgados por autoridades e organismos de saúde.

Dados libaneses apontam mais de 900 mortes no país desde 2 de março. As ordens de retirada emitidas pelo Exército israelense provocaram o deslocamento de mais de 1 milhão de pessoas, entre elas aproximadamente 350 mil crianças.

Como consequência dos ataques e evacuações, muitas crianças perderam moradia e acesso regular à escola. Uma parte delas buscou abrigo junto às famílias em escolas públicas que já haviam servido como refúgio durante o confronto entre Hezbollah e Israel em 2024.

O percurso educacional dos alunos libaneses já vinha comprometido por crises anteriores: o colapso financeiro de 2019, a explosão no porto de Beirute e a pandemia da Covid-19 geraram interrupções significativas no aprendizado. Agora, organismos humanitários e especialistas alertam para o risco de um novo retrocesso educacional, especialmente entre os deslocados e aqueles cujas escolas foram convertidas em abrigos.

O governo de Israel afirma que não mira civis deliberadamente e que suas advertências antecedem os ataques para permitir a evacuação de populações.

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