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quinta-feira, março 19, 2026

Unicef alerta: falta de água nas escolas causa prejuízos

O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade entre 2024 e 2025, segundo dados do Censo Escolar divulgados em fevereiro. Ainda assim, 1.203 unidades seguem sem abastecimento, deixando cerca de 75 mil alunos sem garantia desse direito.

A poucas dias do Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março, o Unicef ressaltou a necessidade de apoio institucional às localidades afetadas. A organização chama atenção para os impactos do desabastecimento na higiene, na saúde, na qualidade da merenda escolar, na dignidade menstrual e no aprendizado.

A maior parte das escolas sem água está em áreas rurais: 96% do total, aponta o Unicef. O fundo classifica a situação como um déficit histórico, ligado às dificuldades de implementação de políticas públicas nos municípios, sobretudo nas regiões Amazônica e do Semiárido.

Em 2024, 179 mil estudantes estavam sem acesso à água em 2.512 escolas. Com as melhorias registradas no ano seguinte, mais de 100 mil alunos passaram a ter abastecimento, segundo o Censo Escolar.

O perfil dos alunos afetados revela desigualdades sociais e raciais. A maioria é formada por estudantes negros, e há também participação significativa de crianças e adolescentes indígenas. O Unicef destaca que meninas estão em situação mais vulnerável diante da falta de água, especialmente durante o período menstrual, o que pode acarretar faltas ou saída da sala de aula em busca de estruturas sanitárias adequadas.

Além de prejudicar a ingestão de água e a higiene, o desabastecimento compromete a preparação da merenda escolar — três aspectos considerados fundamentais pelo Unicef para a saúde e o bem‑estar de alunos e alunas.

Em 2024, o Unicef implementou sistemas de abastecimento movidos a energia solar no Amazonas e ampliou redes que atendem o território Yanomami, em Roraima. A organização mantém como foco o apoio a gestores para o fortalecimento de políticas públicas.

O Unicef recomenda esforços coordenados entre entes federativos e instituições, ampliação de investimentos, capacitação técnica e participação comunitária, além de soluções adaptadas às especificidades locais e priorização de fontes renováveis de energia.

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