A reunião ministerial de quatro dias da Organização Mundial do Comércio (OMC) começa na próxima semana em Yaoundé, capital de Camarões. O encontro ocorre em um momento crítico para a entidade, sucessora do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT).
As negociações são afetadas pelo atual conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que provocou interrupções no fornecimento global de energia e representa risco à atividade econômica mundial.
Medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos durante a gestão de Donald Trump intensificaram as tensões comerciais e colocaram em xeque a relevância da OMC. O cenário se agrava com a estagnação de negociações multilaterais e com a paralisação, já de seis anos, do principal mecanismo de solução de controvérsias da organização.
Documentos internos e fontes diplomáticas indicam que, embora a maioria dos membros apoie uma reforma da OMC, existem divergências significativas sobre o roteiro a ser seguido. Esse impasse aumenta a probabilidade de que economias fortemente dependentes do comércio bilateral ou regional busquem alternativas fora do sistema multilateral.




