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sexta-feira, março 20, 2026

Dois suspeitos de participação em “tribunal do crime” são presos pela Polícia Civil em Três Lagoas

Na manhã desta quinta-feira (19), equipes do SIG, do NRI e da 2ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas, com apoio da Polícia Penal, deram início à Operação Caronte. O objetivo é apurar a morte de Kauã Ferreira da Silva, de 18 anos, morador de Chapadão do Sul.

O corpo da vítima foi localizado semienterrado e em avançado estado de decomposição na zona rural de Três Lagoas.

As investigações começaram em 22/05/2025, conduzidas pelo SIG e pelo NRI, apesar da falta inicial de informações sobre as circunstâncias do crime e da dificuldade para identificar os autores.

Ao longo do inquérito, os policiais ouviram dezenas de testemunhas, analisaram imagens de câmeras de segurança e realizaram diligências com suporte tecnológico. Foram quebrados sigilos telefônicos e telemáticos e coletadas outras provas digitais.

O material reunido indicou a participação de três pessoas no crime. A motivação apontada pelas apurações está ligada a um acerto de contas decorrente do envolvimento da vítima com facções criminosas, situação descrita como um “tribunal do crime”.

Com base no conjunto probatório, a Polícia Civil, por meio do SIG de Três Lagoas, solicitou prisões e mandados de busca e apreensão. Após manifestação favorável do Ministério Público, as ordens judiciais foram expedidas ontem pela Vara do Juiz das Garantias, do Tribunal do Júri e de Execução Penal da comarca.

Na manhã de hoje os mandados foram cumpridos. Um suspeito foi preso em casa. Outro teve o mandado executado enquanto já estava custodiado na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, com apoio de policiais penais.

O terceiro envolvido no “tribunal do crime” morreu em janeiro em confronto com a Polícia Militar no bairro Novo Oeste, em Três Lagoas. Ele foi identificado como Douglas Portella de Castro, de 25 anos.

Durante a operação foram apreendidos aparelhos celulares. Esses dispositivos serão submetidos à análise pelo NRI, mediante autorização judicial, para verificar a possível participação de outras pessoas.

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