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domingo, março 22, 2026

Coletiva na Câmara detalha avanço da chikungunya e reforça medidas emergenciais em Dourados

A Câmara Municipal de Dourados sediou, neste sábado (21), uma coletiva de imprensa para apresentar a atualização das ações de enfrentamento à epidemia de chikungunya no município. O encontro foi realizado no Plenarinho da Casa de Leis e reuniu autoridades municipais, estaduais e federais da área da saúde.

Participaram da coletiva o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo; a coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica, Daniele Tebet; a secretária-adjunta da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé; o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stábeli; o médico e chefe de gabinete da presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Rivaldo Venâncio da Cunha; a presidente da Câmara, vereadora Liandra da Saúde (PSDB), e dos vereadores Isa Marcondes, Sargento Prates e Alex Cadeirante.

Durante a agenda, foi apresentado um panorama atualizado da situação epidemiológica, bem como as medidas já adotadas e os próximos encaminhamentos após a publicação do decreto de emergência em saúde pública pelo prefeito Marçal Filho.

De acordo com os dados mais recentes da Vigilância Epidemiológica, Dourados registra 1.099 casos notificados de chikungunya, sendo 546 confirmados e 380 ainda em investigação. Até o momento, foram confirmados quatro óbitos causados pela doença, todos entre a população indígena, incluindo idosos e uma criança de três meses.

No território indígena, o monitoramento aponta 909 casos prováveis e mais de mil notificações, evidenciando a rápida disseminação do vírus.

Durante a coletiva, a presidente da Câmara, Liandra da Saúde, destacou o papel institucional do Legislativo no enfrentamento à crise sanitária.

“A Câmara está cumprindo sua função de promover o diálogo, garantir transparência e aproximar a população das informações oficiais. Esse é um momento que exige união de esforços e respostas rápidas para conter o avanço da doença”, afirmou.

A coordenadora estadual de Vigilância Epidemiológica, Daniele Tebet, ressaltou que o Governo do Estado acompanha a situação desde os primeiros registros da doença no município.

“Desde o início estamos monitorando de perto a situação, especialmente nas reservas indígenas. De forma imediata, deslocamos nossas equipes para Dourados, com o objetivo de garantir uma resposta mais rápida e assertiva. Observamos que a concentração dos casos não está apenas nas aldeias, mas também na área urbana, o que exige atenção redobrada de toda a população. É fundamental que todos estejam em alerta e participem desse enfrentamento”, destacou.

O diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stábeli, reforçou a importância da atuação direta da população no combate ao mosquito transmissor.

“O enfrentamento à chikungunya passa, necessariamente, pelo cuidado dentro das casas. A eliminação de água parada em quintais, terrenos e recipientes é uma das medidas mais eficazes para interromper a cadeia de transmissão. Precisamos do engajamento de toda a população para reduzir os focos do mosquito e proteger vidas”, alertou.

Já o médico e chefe de gabinete da presidência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio da Cunha, chamou a atenção para as diferenças entre dengue e chikungunya, além dos grupos mais vulneráveis.

“A chikungunya tem como principal característica dores articulares intensas e persistentes, que podem evoluir para quadros crônicos. Diferentemente da dengue, ela tende a causar maior impacto na qualidade de vida dos pacientes. É fundamental atenção especial aos grupos de risco, como idosos, gestantes e crianças, que podem apresentar complicações mais graves”, explicou.

Representando a Secretaria de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé destacou a importância da atuação conjunta e o protagonismo da Câmara na articulação das ações.

“A participação dos vereadores e a criação do comitê emergencial demonstram o compromisso do Legislativo com a população indígena. Essa atuação integrada é essencial para que as ações cheguem de forma mais rápida e eficaz às comunidades que mais precisam”, afirmou.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, agradeceu o apoio das instituições e reforçou a importância do trabalho coletivo.

“Esse é um momento de união. O fortalecimento do enfrentamento à chikungunya depende da atuação conjunta entre os entes públicos, instituições e, principalmente, da colaboração da população. Cada ação conta para reduzir o avanço da doença em nosso município”, destacou.

Prevenção e combate ao mosquito

As autoridades reforçaram que a principal forma de conter o avanço da chikungunya é eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti. Medidas simples, como evitar o acúmulo de água parada em recipientes, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e descartar corretamente materiais inservíveis, são fundamentais para reduzir a proliferação do vetor.

A orientação também é para que, diante de sintomas como febre alta, dores intensas no corpo e nas articulações, a população procure imediatamente atendimento nas unidades de saúde.

Comitê Emergencial de Apoio à Reserva Indígena

O Comitê Emergencial de Apoio à Reserva Indígena de Dourados, articulado pela Câmara Municipal, reúne instituições públicas e sociedade civil para fortalecer o enfrentamento à crise sanitária nas aldeias.

A iniciativa coordena ações emergenciais, como apoio humanitário, mobilização de doações e reforço na assistência à saúde, diante do avanço da chikungunya e das dificuldades enfrentadas pelas comunidades indígenas.

Campanha de arrecadação

O comitê iniciou uma campanha emergencial para arrecadação de itens essenciais, com foco em:

  • Água
  • Isotônicos
  • Repelentes
  • Alimentos de consumo rápido (frutas, bolachas, entre outros)

Pontos de arrecadação

  • Câmara Municipal de Dourados
  • Subseção da OAB Dourados/Itaporã
  • Corpo de Bombeiros
  • ACED
  • Escola Pedro Palhano
  • Escola Tengatui

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