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terça-feira, março 24, 2026

Dia da Síndrome de Down celebra inclusão e combate o preconceito

A Trissomia do Cromossomo 21 (T21), conhecida popularmente como Síndrome de Down, é lembrada neste sábado (21), data que simboliza a presença de três cromossomos no par 21.

A Organização das Nações Unidas instituiu o 21 de março como Dia Internacional da Trissomia do Cromossomo 21. A data visa combater o preconceito, ampliar a conscientização e promover a inclusão, garantindo direitos como acesso à educação, saúde e trabalho.

A condição genética não é uma doença, mas pode trazer particularidades físicas, cognitivas e de saúde. A T21 responde por cerca de um quarto dos casos de alterações no desenvolvimento intelectual, característica presente em todas as pessoas com a síndrome.

O termo técnico mais preciso é Trissomia do Cromossomo 21. A designação Síndrome de Down tem origem no nome do médico inglês John Langdon Down, que descreveu clinicamente o conjunto de sinais em 1866.

No Brasil, a incidência da síndrome é estimada em aproximadamente um a cada 700 nascimentos, totalizando cerca de 270 mil pessoas. Globalmente, a ocorrência é de cerca de um caso a cada 1.000 nascidos vivos.

O diagnóstico pode ser feito durante a gestação por meio de exames de pré-natal. Entre as características físicas mais frequentes estão baixa estatura, olhos amendoados, face mais achatada, dedos curtos e língua proeminente.

As condições de saúde mais comuns associadas à T21 incluem atraso no desenvolvimento, cardiopatias congênitas, problemas auditivos e visuais, alterações na coluna, disfunções da tireoide e transtornos neurológicos. O acompanhamento médico multidisciplinar é fundamental para a qualidade de vida.

Na educação, a presença de deficiência intelectual pode gerar dificuldades na linguagem, no raciocínio lógico e na memória, afetando o processo de escolarização. Por isso, é importante que as escolas adotem adaptações pedagógicas e estratégias individualizadas que favoreçam a aprendizagem e a autonomia dos estudantes com T21.

A identificação precoce e o estímulo adequado ao longo do desenvolvimento contribuem para melhores resultados cognitivos e maior independência na vida adulta.

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