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terça-feira, março 24, 2026

Com determinação, mulheres quebram o preconceito no futebol

Atuar em espaços tradicionalmente dominados por homens segue sendo um desafio para mulheres no futebol. Embora o esporte feminino tenha avançado, dificuldades estruturais e históricas permanecem.

O futebol feminino foi proibido às mulheres por quase 40 anos no Brasil. Dados da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de 2022 indicam a existência de apenas 360 jogadoras profissionais e 17 árbitras registradas naquele ano.

No Ministério do Esporte, a ex-jogadora Formiga ocupa há três meses a Diretoria de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino. Formiga é a única atleta brasileira que disputou sete Copas do Mundo e coleciona títulos e vice-campeonatos em torneios olímpicos, mundiais e pan-americanos.

A formação de base e a consolidação de clubes femininos em todo o país aparecem como temas centrais nas discussões sobre crescimento da modalidade. A concentração de estruturas em alguns estados, como São Paulo, é apontada como um dos fatores que dificultam a expansão regional do esporte.

Na base, casos como o da meio-campista Isadora Jardim ilustram a trajetória de jovens atletas. Com 14 anos, ela deixou o Distrito Federal para morar em São Paulo e treina nas categorias de base do Corinthians. Isadora integra a Seleção Brasileira sub-15 e alterna treinos matinais com estudos à tarde.

A narração esportiva também segue com predominância masculina, embora haja presença feminina em emissoras públicas. A jornalista e narradora Luciana Zogaib integra a equipe de esportes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que tem priorizado a exibição do futebol feminino.

A EBC participa das câmaras temáticas que trabalham na preparação da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. Em reuniões entre a secretaria extraordinária da Copa e a direção da EBC foram tratados temas como o legado social e esportivo da competição e estratégias para ampliar o alcance do futebol em regiões mais distantes.

Na grade de transmissão, a TV Brasil exibe pelo terceiro ano consecutivo partidas da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. A emissora também deve transmitir confrontos decisivos das Séries A2 e A3 a partir das semifinais, além das finais das categorias de base do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20, como parte das ações para ampliar a visibilidade do futebol feminino.

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