A Polícia Civil de São Paulo prendeu quatro pessoas nesta terça-feira (24) durante uma operação contra o chamado golpe do “falso advogado”. No estado, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.
Segundo a investigação, os suspeitos se passavam por advogados das vítimas e informavam que um precatório — requisição de pagamento emitida pelo Judiciário contra entes públicos — havia sido liberado. Em seguida, exigiam o pagamento de taxas inexistentes por meio de transferências via Pix.
Os criminosos tinham conhecimento prévio sobre a existência dos precatórios porque acessavam processos em andamento no sistema da Justiça. Esse acesso foi possível após obterem as senhas dos advogados legítimos das vítimas.
Após coletar os dados, os investigados clonavam fotos dos profissionais em redes sociais e telefonavam para as vítimas. A apuração indica que a fraude se iniciava em São Paulo e, quando a vítima efetuava o pagamento, a operação era deslocada para outro estado.
A ação foi coordenada pela polícia de Santa Catarina, com apoio do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de São Paulo. Os autos serão formalizados na 2ª Delegacia de Capturas, no Palácio da Polícia Civil. Os quatro presos responderão por estelionato qualificado de natureza cibernética.
Como prevenir
O esquema visa obter informações pessoais e bancárias, como chaves do Pix, senhas e dados de contas. Os golpistas também podem se passar por representantes de instituições financeiras ou enviar mensagens fraudulentas por e-mail, SMS ou redes sociais com links para páginas falsas.
Especialistas recomendam não fornecer dados a números ou contatos desconhecidos. Sempre confirme informações recebidas por WhatsApp ou telefone pelo canal oficial do advogado ou compareça pessoalmente ao escritório antes de efetuar qualquer pagamento. Não compartilhe senhas nem chaves do Pix por meio de mensagens.




