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sexta-feira, março 27, 2026

Frentes no Líbano e no Iraque pegam Israel e os EUA de surpresa na guerra contra o Irã

A guerra de guerrilha do Hezbollah no sul do Líbano e a ação de milícias xiitas no Iraque têm ampliado a pressão sobre Israel e os Estados Unidos na atual escalada envolvendo o Irã.

O Hezbollah vem anunciando dezenas de operações diárias contra forças israelenses na fronteira sul do Líbano. O grupo afirma ter destruído “quase” 100 tanques Merkava desde o início das hostilidades e reportou 103 ações realizadas apenas nas últimas 24 horas.

No Iraque, um ataque contra um quartel‑general e uma clínica ocupados por milícias pró‑Irã na cidade de Habbaniyah deixou 15 combatentes das Forças de Mobilização Popular (FMP) mortos. Em resposta, o governo do primeiro‑ministro Mohammed Shia al‑Sudani autorizou as FMP a exercerem o direito de autodefesa, acusou Washington pelos ataques e convocou o encarregado de negócios dos EUA em Bagdá para apresentar uma carta de protesto.

Grupos armados que reúnem facções pró‑Irã reivindicaram ataques com drones e mísseis contra bases no país e atingiram a área da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá. Em função da escalada, a missão diplomática americana emitiu alertas de segurança, recomendando que cidadãos evitem deslocamentos à embaixada em Bagdá e ao consulado‑geral em Erbil devido ao risco contínuo de mísseis, drones e foguetes.

Autoridades israelenses informaram conseguir interceptar cerca de 90% dos mísseis lançados pelo Irã e pelo Hezbollah contra alvos em Israel. Apesar da taxa de intercepção, a parcela que atinge o território tem impacto sobre alvos estratégicos e gera dificuldades operacionais para a defesa aérea.

Relatos e comunicados ligados aos conflitos indicam que o Irã e aliados têm recorrido a múltiplas frentes e a variados meios — incluindo mísseis, drones e embarcações rápidas empregadas em ataques antinavio —, mantendo uma sequência contínua de lançamentos desde o início das hostilidades. Também há informações sobre o uso de drones de pequeno porte (FPV) em ataques contra blindados no campo de batalha.

A situação segue volátil, com operações diárias em diferentes frentes e respostas diplomáticas e militares que podem intensificar a dinâmica regional nas próximas semanas.

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