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sábado, março 28, 2026

Ministério da Saúde libera R$ 900 mil para combate à chikungunya em Dourados

O Ministério da Saúde liberou R$ 900 mil em caráter emergencial para ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na região da Grande Dourados (MS). O repasse será feito em parcela única do Fundo Nacional de Saúde para o fundo municipal.

O recurso destina-se ao fortalecimento de medidas como vigilância epidemiológica, controle do Aedes aegypti, qualificação da assistência e apoio às equipes que atendem a população local.

Como parte das intervenções, o governo federal instalou 1.000 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). Esses dispositivos consistem em recipientes plásticos com tecido impregnado por larvicida, que permite a disseminação do produto para outros criadouros do mosquito e ajuda a interromper o ciclo de reprodução.

Agentes municipais receberam capacitação técnica oferecida pela Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, com foco no emprego dessas novas tecnologias de controle vetorial.

Ações em territórios indígenas foram intensificadas pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde e pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). Foram registrados 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó.

Na última semana, o Ministério da Saúde montou uma sala de situação para coordenar as ações federais contra a chikungunya. A estrutura está prevista para ser levada ao território, com atuação integrada entre áreas técnicas, gestores estaduais e municipais e outros órgãos públicos, para agilizar decisões e medidas de campo.

Desde o início de março, equipes de saúde e de controle de endemias vistoriaram mais de 2,2 mil residências nas aldeias da região. As atividades incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas.

Em caráter emergencial, a pasta autorizou a contratação temporária de 20 agentes de combate às endemias. A seleção será feita por análise curricular e a expectativa é que os profissionais comecem a atuar nas próximas semanas.

Atuação da Força Nacional

A Força Nacional do SUS passou a atuar em Dourados em 18 de março, em parceria com equipes locais. Atualmente, 34 profissionais — entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem — estão mobilizados e trabalhando nas áreas mais afetadas.

O reforço foi enviado após alerta epidemiológico emitido pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul, que registrou aumento de casos de arboviroses no município.

As ações envolvem também a Sesai, a Vigilância em Saúde e Ambiente do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul e a Defesa Civil estadual.

Sobre a chikungunya

A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada de fêmeas do gênero Aedes. No Brasil, o agente vetor identificado na transmissão é o Aedes aegypti.

O vírus chegou ao continente americano em 2013 e provocou epidemias na América Central e em ilhas do Caribe. No segundo semestre de 2014, a doença foi confirmada por testes laboratoriais nos estados do Amapá e da Bahia. Atualmente, todos os estados brasileiros registram transmissão do vírus.

Em 2023 houve ampla dispersão territorial do arbovírus no país, com maior impacto em estados da Região Sudeste; antes, as maiores incidências se concentravam no Nordeste.

Os sintomas mais característicos incluem edema e dor articular intensa, que pode incapacitar. Manifestações extra-articulares também ocorrem. Casos graves podem exigir internação e, em situações mais severas, evoluir para óbito.

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