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sábado, março 28, 2026

Regulação econômica converte dados em decisões estratégicas e impulsiona concessões rodoviárias no Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul alcançou 1.500 quilômetros de rodovias concedidas. A fiscalização em campo é complementada por monitoramento técnico contínuo da Agência Estadual de Regulação (AGEMS), que converte dados em subsídios para decisões sobre obras, serviços e tarifas.

Equipes de engenharia e arquitetura realizam vistorias nas rodovias para conferir obras e serviços. Paralelamente, profissionais das áreas econômica e de engenharia acompanham o desempenho econômico-financeiro das concessões, verificando a aderência dos contratos ao longo do tempo.

A regulação econômica concentra-se em dois eixos: execução dos investimentos — comparação entre o previsto e o efetivamente realizado pelas concessionárias — e tráfego e receita — monitoramento do fluxo de veículos e da arrecadação, fatores que influenciam o equilíbrio contratual e o valor das tarifas.

As projeções de investimento, custos, demanda e receitas são definidas no EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental). Com o contrato em vigor, cabe à AGEMS o acompanhamento e a conferência permanentes desses parâmetros.

Para tornar grandes volumes de dados acessíveis, a agência desenvolveu painéis visuais que organizam informações técnicas em formato gráfico. Essas ferramentas permitem acompanhar, por filtros como área de investimento, localização e período, a execução das obrigações contratuais e apoiar decisões estratégicas.

Na nova concessão Rota da Celulose, com 870 quilômetros, os painéis permitem visualizar a evolução prevista de obras. No trecho da BR-262 entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, a duplicação tem investimento de capital estimado em cerca de R$ 600 milhões, com execução prevista entre o segundo e o sexto ano da concessão, e acompanhamento fase a fase por meio dos painéis.

Também na Rota da Celulose, a MS-040 prevê R$ 740 milhões em investimentos de capital destinados a reparo de pavimento e implantação de acostamento, valores que serão monitorados detalhadamente pelas ferramentas de inteligência de dados.

A experiência acumulada em contratos em curso, como os das rodovias MS-306 (219 km) e MS-112 (413 km), permitiu à AGEMS estruturar metodologias e ferramentas agora aplicadas desde o início em novos contratos. O monitoramento sistemático visa garantir que os investimentos ocorram conforme planejado e avaliar impactos na tarifa de pedágio, com o objetivo de reduzir distorções e minimizar o impacto sobre os usuários.

Além do acompanhamento contratual, o uso de ferramentas analíticas abre espaço para estudos e inovações regulatórias baseadas em dados, tornando possível decisões mais rápidas e fundamentadas.

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