O FAN RAÍZES, Festival de Arte Negra de Belo Horizonte, acontece até domingo na capital mineira. O evento celebra tradições afro-brasileiras, como o congado e rodas de capoeira, reunindo artistas, mestres de tradições e comunidades.
Com o tema “Tempo espiralar, cidade em movimento”, o festival comemora 30 anos e chega à 13ª edição. Em vez do formato bienal, realizado historicamente entre novembro e dezembro, a programação foi ampliada: teve início em outubro do ano passado e se estende até junho. A iniciativa está estruturada em três etapas: Rotas, Raízes e Espiralar.
Organizado pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, o festival traz nesta edição atividades diversas. No sábado, o Mercado da Lagoinha recebe uma roda de gastronomia e memória que articula experiências de Moçambique com saberes de comunidades tradicionais mineiras.
No Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural, o músico cubano Eugenio Clavelles conduz oficina sobre os tambores Batá e a linguagem musical afro-diaspórica. À noite, haverá sessão comentada do documentário A Rainha Nzinga Chegou, que aborda três gerações de lideranças femininas na Guarda de Moçambique e no Congo Treze de Maio, de Nossa Senhora do Rosário.
No domingo, a programação inclui roda de capoeira com Mestre Manso na Feira Hippie, pela manhã. À tarde, ocorre atividade dedicada ao Candombe Rosário dos Pretos, liderada por Capitão Luiz Cláudio, com cantos, toques e práticas relacionadas a uma das matrizes do Congado mineiro.
A programação é gratuita. Para algumas atividades é necessária a retirada de ingressos por meio de plataformas online ou presencialmente, meia hora antes do início. Mais informações estão disponíveis no portal da Prefeitura de Belo Horizonte.




