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quarta-feira, abril 1, 2026

Nova diretriz desaconselha uso exclusivo de tratamento farmacológico para obesidade

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) publicou nova diretriz que recomenda o uso de medicamentos para obesidade sempre associado a mudanças no estilo de vida, com aconselhamento nutricional e estímulo à prática de atividade física, e não como tratamento isolado.

O documento reúne 32 recomendações para o manejo da obesidade. Define como principais critérios para indicação de terapia farmacológica o Índice de Massa Corporal (IMC) ≥ 30 kg/m² ou IMC ≥ 27 kg/m² em pessoas com complicações relacionadas à adiposidade. O cálculo do IMC pode ser consultado junto à Abeso. Em casos específicos, a diretriz admite considerar tratamento independentemente do IMC quando há aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura associado a complicações.

A orientação foi elaborada por um grupo multidisciplinar formado por endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas. As recomendações estão organizadas por classes de indicação e níveis de evidência científica.

O texto traz direcionamentos para situações clínicas como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono e perda de massa magra e muscular, aproximando as evidências das perguntas do consultório.

A diretriz também indica quando medicamentos não são recomendados e alerta contra o uso de substâncias sem comprovação robusta de eficácia e segurança. Entre os produtos desaconselhados estão fórmulas magistrais e produtos manipulados, além de formulações que contenham diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais ou gonadotrofina coriônica humana (hCG).

A versão completa da diretriz está disponível pela Abeso.

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