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quarta-feira, abril 1, 2026

Valorizar as raízes culturais dos alunos transforma a sala de aula, diz pesquisador

O artista e pesquisador pernambucano Lucas dos Prazeres, 42 anos, tem levado pelo país programas de capacitação para redes públicas de ensino que integram cultura local e brincadeiras ao currículo escolar. A iniciativa se alinha à Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena na educação básica e completou 18 anos em março.

Nesta semana, Lucas coordena a formação de 60 professores no Distrito Federal, em projeto promovido pela Caixa Cultural. O curso, intitulado Reaprender Brincando, propõe inserir tradições populares e práticas lúdicas na ementa escolar como ferramentas pedagógicas.

A proposta aborda inclusão, representatividade e antirracismo por meio da cultura popular, com oferta de métodos para articular as histórias do município, do bairro e os modos de vida locais aos conteúdos das disciplinas, incluindo áreas como as de exatas.

O percurso pessoal do artista também serve de referência para o trabalho. Natural do Morro da Conceição, ele tem como experiência familiar a gestão, em 1981, de uma creche-escola comunitária que recebia material didático do governo estadual e municipal que não condizia com a realidade das crianças atendidas.

A capacitação enfatiza a incorporação sistemática da cultura nas práticas escolares, em vez do uso eventual de apresentações artísticas isoladas. O objetivo declarado pelo projeto é transformar elementos culturais cotidianos em instrumentos de ensino desde a primeira infância.

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