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quinta-feira, abril 2, 2026

Ministério esclarece que vacina contra a gripe não aumenta risco de contrair a doença

O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (1º) que circulam nas redes sociais mensagens que desinformam sobre a vacina contra a gripe. Segundo a pasta, afirmações de que o imunizante aumentaria o risco de contrair a doença não têm fundamento científico.

A vacina contra a gripe produzida pelo Instituto Butantan no Brasil tem eficácia comprovada na prevenção de internações e óbitos, especialmente entre crianças pequenas e pessoas com 60 anos ou mais. A dose disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a influenza trivalente, indicada para reduzir casos graves, complicações, hospitalizações e mortes causadas pelo vírus.

O ministério destacou que a vacina é pré-qualificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e segue recomendações internacionais, adotadas também por agências reguladoras como a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos. A formulação usada no país é composta por vírus inativados, fragmentados e purificados, o que impede que o imunizante provoque a doença.

A pasta explicou que a circulação mais intensa do vírus influenza no outono e no inverno, coincidindo com o aumento de outras viroses respiratórias — como parainfluenza, covid-19, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus — contribui para a confusão. Pessoas vacinadas podem ser infectadas por esses outros agentes e apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, o que pode gerar a falsa impressão de falha vacinal.

De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização diminui a probabilidade de sintomas graves e reduz significativamente o risco de internações e mortes.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza teve início no sábado (28) e vai até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Fazem parte dos grupos prioritários idosos; crianças de 6 meses a menores de 6 anos; gestantes; trabalhadores da saúde; professores; pessoas com comorbidades; pessoas com deficiência; forças de segurança; caminhoneiros; e trabalhadores do transporte coletivo, entre outros públicos considerados mais vulneráveis.

Desde o começo da mobilização, o ministério informou que mais de 2,3 milhões de doses foram distribuídas no país. A pasta ressaltou que a vacinação anual é importante porque a composição da vacina é atualizada anualmente pela OMS para acompanhar as cepas predominantes.

Em paralelo, o Ministério da Saúde intensificou a vigilância da Influenza A (H3N2), com atenção especial ao subclado K, frequentemente detectado nos Estados Unidos e no Canadá. No Brasil, foram identificados quatro casos do subclado K até o momento. As análises foram realizadas por laboratórios de referência nacional, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Adolfo Lutz, segundo protocolos de vigilância.

A estratégia de vigilância inclui monitoramento contínuo de síndromes gripais e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), diagnóstico precoce, investigação de eventos incomuns e fortalecimento do acesso à vacinação e aos antivirais.

O ministério recomendou que a população verifique informações em fontes oficiais, como o próprio Ministério da Saúde e a OMS, antes de compartilhar conteúdo sobre vacinas, para evitar a propagação de fake news.

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