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quinta-feira, abril 2, 2026

Trump intensifica retórica bélica contra o Irã e relativiza alta do petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez na noite de quarta-feira (1º) seu primeiro pronunciamento nacional desde o início do conflito, em um discurso de cerca de 20 minutos.

Durante a fala, Trump anunciou a intensificação das operações militares nas próximas semanas e afirmou que os objetivos estratégicos do conflito, iniciado há 32 dias, estariam próximos de ser alcançados. Ele também indicou que negociações permanecem em curso.

Não foram apresentadas evidências públicas que comprovem as afirmações do presidente sobre a destruição de capacidades militares iranianas, conforme observou a cobertura jornalística. Na mesma linha, o governo não explicou por que o Irã mantém controle e acesso restrito ao Estreito de Ormuz — importante rota marítima por onde transitava até 20% das exportações de petróleo — situação que pressiona os preços internacionais dos combustíveis.

Trump citou a possibilidade de atingir infraestruturas energéticas como parte das operações, ao mesmo tempo em que descartou ataques diretos a instalações petrolíferas, justificando a medida como forma de preservar condições para eventual reconstrução.

No pronunciamento, o presidente mencionou países aliados do Oriente Médio — entre eles Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein — e conectou a alta recente dos preços do petróleo a ataques contra navios-tanque em países vizinhos.

Para sustentar a continuidade da ação militar, Trump comparou a duração atual da operação (32 dias) com o tempo de participação dos EUA em conflitos anteriores, citando os períodos da Primeira e da Segunda Guerra Mundial, da Guerra da Coreia, da Guerra do Vietnã e da Guerra do Iraque.

O pronunciamento não abordou as manifestações que reuniram centenas de protestos em cidades norte-americanas — incluindo Nova York, Dallas, Filadélfia e Washington — e dezenas de localidades de menor porte durante o último fim de semana. Essas mobilizações criticaram o envolvimento do governo no conflito e medidas de aplicação da imigração.

A imprensa americana apontou que o presidente enfrenta sua pior avaliação desde o início do segundo mandato, com índices de aprovação em torno de um terço, segundo pesquisas recentes.

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