O conflito entre Irã e Estados Unidos avançou também no campo da informação, em meio a relatos contraditórios sobre a tentativa de resgate de um piloto americano cujo caça foi abatido por disparos inimigos.
No domingo (5), o presidente Donald Trump publicou em sua rede social que as Forças Armadas dos EUA teriam resgatado o piloto com vida, em estado grave, após ele permanecer por cerca de sete horas em território iraniano. Até o momento não foram divulgadas fotos ou vídeos que confirmem a operação ou a condição do militar.
Em resposta, a agência de notícias estatal iraniana Tasnim publicou imagens de destroços atribuídos a aeronaves norte-americanas, alegando que o exército iraniano abateu equipamentos durante tentativas de resgate. Autoridades militares do Irã informaram que forças do país destruíram várias aeronaves dos EUA no sul de Isfahan, frustrando a missão de recuperação do piloto.
As fotos mostram destroços que parecem corresponder a dois helicópteros. A Tasnim afirmou que os aparelhos atingidos incluíram dois Black Hawk e um avião de transporte C-130, e descreveu o resultado como uma derrota para os Estados Unidos, fazendo paralelos com uma operação americana fracassada em 1980.
A referência é à operação Eagle Claw, conduzida pelos Estados Unidos em abril de 1980 para resgatar 52 reféns na embaixada americana em Teerã. Na ocasião, problemas mecânicos e condições meteorológicas comprometeram o emprego de helicópteros e aviões, resultando na morte de oito militares antes mesmo da aproximação a Teerã e no cancelamento da missão pelo então presidente Jimmy Carter. A operação fracassada acabou sendo lembrada historicamente no Irã como um episódio negativo para os EUA.
Não há, até agora, verificação independente das alegações de ambas as partes.




