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terça-feira, abril 7, 2026

Rússia e China vetam proposta do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança da ONU rejeitou nesta sessão um projeto de resolução apresentado pelo Bahrein, em nome dos países do Golfo Pérsico, que condenava o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã. O texto foi vetado pelos dois membros permanentes China e Rússia.

O projeto criticava exclusivamente as ações de retaliação iranianas, sem mencionar ataques atribuídos a Estados Unidos e Israel. Também defendia a soberania dos países do Golfo, sem referência à integridade territorial ou à independência política do Irã.

O texto afirmava ainda o direito dos Estados‑Membros, em conformidade com o direito internacional, de defender suas embarcações contra ataques e provocações que prejudiquem a liberdade de navegação.

Onze membros do Conselho votaram a favor da proposta; entre eles estavam Bahrein, Estados Unidos, Reino Unido, França, Dinamarca, Grécia, Panamá, Libéria, Letônia e Congo. Colômbia e Paquistão se abstiveram.

O Bahrein apresentou a iniciativa em representação do Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. No documento constava a informação de que pelo Estreito de Ormuz transita cerca de 20% do petróleo e gás mundial.

No plano jurídico, o texto lembrava que o uso da força por Estados só é permitido quando aprovado pelo Conselho de Segurança ou em casos de legítima defesa, conforme o direito internacional.

Contexto regional: o Irã fechou o Estreito de Ormuz em resposta a ataques sofridos e declarou que manteria o canal inacessível a países que considera hostis. Em retaliação às hostilidades envolvendo Estados Unidos e Israel, Teerã passou a atingir bases norte‑americanas e infraestruturas energéticas localizadas em países do Golfo, apontando a participação desses Estados por permitirem o uso de seus territórios e espaço aéreo por forças atacantes.

A China e a Rússia, além de exercerem o veto, sinalizaram que trabalharão em propostas alternativas ao texto apresentado. O episódio expõe a divisão no Conselho sobre como abordar a escalada de tensões no Golfo e a segurança da navegação internacional.

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