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quarta-feira, abril 8, 2026

Aldeias de Dourados recebem reforço no atendimento durante emergência por chikungunya

Força-tarefa composta pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Força Nacional do SUS atua em Dourados desde 19 dias para enfrentar a emergência provocada pelo avanço da chikungunya. As equipes trabalham no atendimento direto à população e na reorganização da rede de saúde, com atenção especial às comunidades indígenas.

Na terça-feira (7), a secretária de Estado de Saúde em exercício recebeu o diretor-geral da Força Nacional do SUS e sua equipe para alinhar as próximas etapas da operação.

Desde o decreto de emergência, as ações seguem duas frentes. A primeira consiste no reforço da assistência nas aldeias — incluindo Jaguapiru e Bororó — e em áreas de retomada, com cobertura concentrada em quatro unidades básicas de saúde.

A segunda frente prioriza a reorganização de fluxos assistenciais e a capacitação de profissionais. Treinamentos abrangem equipes que atuam em hospitais do SUS e na rede suplementar, visando ampliar a capacidade de diagnóstico e o manejo clínico da chikungunya na região.

O plano de contingência objetiva a identificação precoce de casos graves, o manejo da dor — sintoma predominante — e a regulação de pacientes para leitos hospitalares quando necessário. Encaminhamentos têm sido feitos para unidades de referência, como o Hospital Universitário e o Hospital Regional de Dourados.

Complementarmente às ações assistenciais, há medidas de controle vetorial em parceria com a Defesa Civil estadual e a Marinha do Brasil. As intervenções incluem instalação de telas em caixas d’água, aplicação de inseticidas químicos e biológicos sem comprometimento da potabilidade, limpeza de terrenos e borrifação no entorno de residências para reduzir a proliferação do mosquito transmissor.

A atuação integrada entre esferas federal, estadual e municipal vem sendo mantida para ampliar a capacidade de resposta diante da elevada circulação viral observada no município. A presença da Força Nacional do SUS e o apoio logístico da SES reforçam a organização das ações.

Dados da SES indicam redução de casos nas aldeias e informam que a atenção já começa a se estender além da fase aguda da doença. A estratégia inclui seguimento clínico para evitar agravamentos, manejo da dor, reabilitação com fisioterapia e manutenção da organização da rede assistencial.

A continuidade da capacitação de profissionais e a estruturação dos fluxos de atendimento, da atenção básica aos leitos hospitalares, também fazem parte das ações com objetivo de agilizar diagnósticos e garantir segurança aos pacientes.

A expectativa das autoridades é ampliar o atendimento durante o período emergencial e deixar como legado uma rede de saúde mais preparada para o enfrentamento de arboviroses, com equipes treinadas e fluxos assistenciais mais eficientes.

Fonte: Comunicação SES.

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