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sábado, abril 11, 2026

Brasil registra mais de 1,3 milhão de trabalhadores domésticos em 2025

O trabalho doméstico com vínculo formal registrava 1.302.792 vínculos ativos em dezembro de 2025, segundo estudo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgado na sexta-feira (10). O número é ligeiramente inferior ao apurado em 2024, quando foram registrados 1.343.792 vínculos.

Apesar da redução no total de vínculos, houve alta na remuneração média real, que passou de R$ 1.949,06 em dezembro de 2024 para R$ 2.047,92 em dezembro de 2025.

Os dados são provenientes do eSocial e estão disponíveis no Painel do Trabalho Doméstico. A presença feminina permanece dominante no setor: mulheres concentram 88,64% dos vínculos (1.154.128), enquanto homens representam 11,36%.

Em termos de raça e cor, 44,54% dos trabalhadores se autodeclaram brancos e 41,56% pardos, segundo o levantamento.

Distribuição por ocupação
A maior parcela dos vínculos está na função de empregado doméstico em serviços gerais, com 991.391 registros e remuneração média de R$ 1.952,44.

Outras ocupações relevantes incluem babás (124.753 vínculos; média salarial de R$ 2.098,67), cuidadores de idosos (75.908 vínculos; R$ 2.281,78) e motoristas de carro de passeio (20.061 vínculos; R$ 3.142,17). A maior remuneração média é observada entre os enfermeiros do setor doméstico: 453 vínculos com média salarial de R$ 4.813,10.

Escolaridade e faixa etária
A maioria dos trabalhadores tem ensino médio completo (545.468 pessoas). Em seguida vêm profissionais com ensino fundamental incompleto (cerca de 350.000) e ensino fundamental completo (218.794).

Quanto à idade, a faixa de 50 a 59 anos concentra o maior número de vínculos (450.516), seguida pelas faixas de 40 a 49 anos (414.572) e de 30 a 39 anos (184.258).

Distribuição regional
São Paulo lidera em número de vínculos, com 391.991 registros, seguido por Minas Gerais (158.383) e Rio de Janeiro (140.772).

No Nordeste, destacam-se Bahia (68.589), Pernambuco (57.570) e Ceará (28.885). No Sul e Centro-Oeste, têm destaque Rio Grande do Sul (66.539), Paraná (56.126) e Goiás (54.469).

O levantamento também aponta variações regionais nas remunerações: Estados do Sudeste e do Sul registram, em média, salários mais elevados, enquanto Norte e Nordeste apresentam médias inferiores.

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