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sábado, abril 11, 2026

Ministro afirma que verba para superpoço em reserva indígena está garantida

O governo disponibilizou R$ 53 milhões para a construção de um sistema de abastecimento de água na maior reserva indígena urbana do país, em Dourados (MS). O recurso será usado para perfurar dois poços de grande profundidade e implantar a rede de distribuição para as aldeias Bororó e Jaguapiru.

A reserva reúne cerca de 20 mil indígenas dos povos Guarani Nhandeva, Guarani Kaiowá e Terena. As comunidades enfrentam escassez de água há mais de cinco anos, situação que foi agravada por um surto recente de chikungunya no município.

Dados do Ministério da Saúde, divulgados no sábado (4), apontavam 3.596 notificações no município, com 1.314 casos confirmados de chikungunya, dos quais 914 entre indígenas.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, informou na quinta-feira (9) sobre a liberação dos recursos. Segundo o ministério, lideranças indígenas solicitaram a criação de uma instância de governança representativa para acompanhar semanalmente a aplicação dos recursos federais e estaduais destinados às obras na reserva. O ministério também registrou a destinação de outros recursos para o enfrentamento da epidemia de chikungunya.

O último documento necessário para o início das obras foi assinado na sexta-feira (3). Os R$ 53 milhões já foram liberados ao estado do Mato Grosso do Sul, que conduzirá a execução por meio da empresa estadual de saneamento Sanesul.

A Sanesul informou que o projeto está em análise na Caixa Econômica Federal, responsável pelo repasse dos recursos. A etapa de perfuração dos poços já foi cadastrada junto à Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), com previsão de contratação e início das atividades ainda neste semestre. Editais para as próximas fases deverão ser publicados após a liberação pela Caixa. A previsão de conclusão das obras é de dois anos.

Enquanto o sistema definitivo não fica pronto, as comunidades são atendidas por medidas emergenciais. Uma parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) instalou 15 poços provisórios, cada um equipado com caixa d’água, bomba e painel solar, para suprir a demanda até a implantação dos chamados superpoços e da rede de distribuição.

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