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domingo, abril 12, 2026

Trump ameaça fechar o Estreito de Ormuz se EUA e Irã não firmarem acordo de paz

As delegações do Irã e dos Estados Unidos reunidas em Islamabad encerraram uma rodada de negociações sem acordo após cerca de 21 horas de conversas. O vice‑presidente norte‑americano JD Vance deixou o local ao término das tratativas.

A comitiva iraniana foi chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad‑Bagher Ghalibaf. O Irã manteve sua posição de defender o direito a um programa nuclear com fins civis e nega intenção de produzir arma atômica, além de afirmar que as demandas externas têm sido usadas como pretexto para pressão sobre o regime.

Entre os temas debatidos em Islamabad estiveram o Estreito de Ormuz, a questão nuclear, indenizações de guerra, o levantamento de sanções e o fim do conflito na região. Autoridades iranianas apontaram que divergências permaneceram e que era previsível não resolver todos os pontos em menos de 24 horas de diálogo.

Após o insucesso das negociações, a Casa Branca anunciou medidas para o controle do tráfego no Estreito de Ormuz. A administração dos EUA determinou à Marinha que impeça a passagem de embarcações que tenham realizado pagamentos ao Irã e que proceda à remoção de minas identificadas na área.

O Estreito de Ormuz, principal rota marítima do comércio de petróleo mundial por onde transitam cerca de 20% das cargas globais de óleo, foi fechado pelo Irã em resposta às ações militares sofridas em 28 de fevereiro, atribuídas aos Estados Unidos e a Israel. No período seguinte houve uma trégua frágil de duas semanas, tempo em que foram feitas ameaças de retaliação por parte de Washington.

O novo líder supremo do Irã, aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, informou que a gestão da passagem pelo Estreito passará a obedecer novas regras e que o canal não deverá retornar ao estado anterior ao conflito.

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