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segunda-feira, abril 13, 2026

Londres rejeita proposta de Trump para bloquear o Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, recusou participar do bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. A decisão afasta o Reino Unido de uma ação que previa impedir a passagem de navios nos acessos a portos iranianos.

A imprensa britânica informou que navios de varredura de minas e capacidades antidrone do Reino Unido seguirão atuando no Oriente Médio, mas que embarcações e militares da Marinha não serão empregados no bloqueio de portos iranianos.

Reino Unido e França planejam organizar nos próximos dias uma conferência para debater a restauração da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, assim que as circunstâncias permitirem, segundo informação divulgada pela presidência francesa.

A iniciativa americana foi anunciada após o fracasso das negociações de paz realizadas em Islamabad no fim de semana. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) comunicou que o bloqueio seria aplicado de forma imparcial a embarcações que entram ou saem de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

Entre os países pressionados a contribuir com a missão está o Japão, grande importador de petróleo dos países do Golfo. O governo japonês informou que acompanha de perto a evolução da crise e defende uma solução por via diplomática.

A reação dos aliados aos pedidos dos EUA provocou atritos com Washington, que criticou publicamente alguns parceiros e chegou a ameaçar um afastamento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

A China vinculou a questão da navegação no Estreito à necessidade de pôr fim ao conflito militar no Oriente Médio e declarou que continuará a adotar um papel construtivo nas tentativas de resolução.

O Irã, por sua vez, ameaçou retaliar contra portos no Golfo Pérsico e no Mar do Omã caso a segurança de suas instalações seja colocada em risco, e afirmou que forças hostis não terão passagem livre pelo Estreito de Ormuz.

No âmbito das Nações Unidas, Rússia e China vetaram na semana passada uma resolução apresentada pelo Bahrein, em nome dos países do Golfo, que autorizava o uso da força para reabrir o estreito.

A perspectiva de um bloqueio naval elevou o preço do petróleo: o barril do tipo Brent voltou a superar a marca de US$ 100, com alta de cerca de 5,5% após o anúncio.

Antes dos confrontos recentes, aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia cruzavam o Estreito de Ormuz. Estima-se que cerca de 20% do petróleo e do gás movimentados globalmente passem por essa rota.

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