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sexta-feira, abril 24, 2026

Dólar fecha abaixo de R$ 5; bolsa recua em meio à cautela global

Nesta sexta-feira (24), o dólar comercial fechou abaixo de R$ 5, em um dia de menor aversão ao risco no exterior. A moeda foi vendida a R$ 4,998, recuo de 0,1%.

A queda diária refletiu melhora no cenário internacional, com perspectiva de retoma de negociações entre Estados Unidos e Irã, o que reduz a demanda por ativos considerados seguros e favorece moedas de mercados emergentes, como o real.

Apesar do recuo no pregão, o dólar registrou alta de 0,32% na semana. No ano, a moeda acumula queda de 8,92%, resultado da valorização recente do real, que levou o dólar ao menor patamar em mais de dois anos. Nos últimos dias houve também correções técnicas, com investidores realizando lucros após a forte desvalorização da divisa.

O Banco Central anunciou oferta simultânea de dólares à vista e em contratos futuros, operação conhecida como “casadão”, mas não aceitou propostas nos termos apresentados, sinalizando que não atuou no mercado naquele momento.

Mercado acionário

O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou em baixa de 0,33%, aos 190.745 pontos, menor nível desde 14 de abril. Foi a terceira sessão consecutiva de queda, com o indicador tendo subido apenas em um dia nas últimas sete sessões.

No acumulado da semana, a bolsa recuou 2,55%. No mês, a alta é de 1,75% e, no ano, o ganho chega a 18,38%. Pressionaram o índice o desempenho de ações ligadas ao petróleo e o ambiente externo misto, com indícios de avanços em setores de tecnologia nos Estados Unidos e recuos em segmentos mais tradicionais.

Petróleo

Os preços do petróleo oscilaram fortemente durante a sessão, em um cenário marcado por tensões geopolíticas e sinais de possível distensão entre EUA e Irã.

O barril do tipo Brent para junho fechou em queda de 0,22%, a US$ 99,13. O petróleo WTI, referência dos Estados Unidos, terminou a US$ 94,40 por barril, recuo de 1,5% no dia.

Mesmo com a volatilidade, o Brent acumulou alta de 16% na semana, e o WTI avançou quase 13%. As elevações refletiram apreensão com a oferta global, em especial pela situação no Estreito de Ormuz, onde o tráfego segue reduzido e houve episódios de apreensão de embarcações.

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