O judô feminino se consolidou como a modalidade que mais rendeu medalhas olímpicas ao Brasil, impulsionado pelos ouros de Sarah Menezes, Rafaela Silva e Beatriz Souza. A trajetória recente remonta a Pequim-2008, quando Ketleyn Quadros conquistou o primeiro pódio olímpico do país no judô. Desde então, Larissa Pimenta repetiu o feito em Tóquio-2021 e Paris-2024, mantendo a tradição de medalhas na categoria.
Pesquisa do Instituto Ibope Repucom aponta aumento de 25% no interesse feminino por esportes entre 2020 e 2025, acima da média nacional de 19% no mesmo período. Entre as modalidades, o skate registrou o maior crescimento, de 49%, influenciado pelas conquistas olímpicas (prata em Tóquio e bronze em Paris) e pelos quatro títulos do circuito mundial obtidos por Rayssa Leal.
No ranking de preferência entre mulheres, a ginástica artística lidera com 72%, seguida pelo vôlei de quadra (69%). Futebol, natação e vôlei de praia aparecem na terceira posição, com 64% de adesão entre o público feminino.
O Sesi São Paulo recebeu o selo de Clube Formador da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pelo trabalho no futebol de base feminino. Em evento da concessão, atletas da equipe sub-15 citaram referências que vão além de nomes consagrados como Formiga, Cristiane e Marta, indicando diversidade de inspirações entre as novas gerações.
A TV Brasil transmite ao vivo o Campeonato Brasileiro Feminino. Em amistoso organizado pela Fifa em Cuiabá, o Fifa Series terminou com a seleção brasileira campeã, após vitórias sobre Coreia do Sul, Zâmbia e Canadá. Na convocação, 11 atletas atuavam no Campeonato Brasileiro.
A pesquisa também mostra alta no interesse pelo Mundial de futebol. A intenção de acompanhar a Copa do Mundo masculina de 2026 alcança 71% — contra 59% registrada em 2014, quando o torneio foi sediado pelo Brasil. Para a primeira edição da Copa do Mundo Feminina no país, em 2027, 65% dos brasileiros (homens e mulheres) se declaram fãs do evento.




