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segunda-feira, maio 4, 2026

Irã bloqueia passagem de navios dos EUA pelo Estreito de Ormuz; petróleo dispara

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã negou, nesta segunda-feira (4), a informação divulgada pelos Estados Unidos de que navios mercantes com bandeira americana tenham transitado pelo Estreito de Ormuz escoltados por embarcações de guerra dos EUA.

Horas antes, o Comando Central dos EUA, responsável por operações na região do Oriente Médio, havia informado que dois navios mercantes de bandeira americana atravessaram com escolta como parte de um plano anunciado no domingo para restabelecer o comércio em Ormuz. As autoridades militares americanas também disseram que a missão envolve navios de guerra com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves navais e terrestres e cerca de 15 mil militares.

Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana divulgou um mapa com nova área de controle marítimo sobre o Estreito de Ormuz, estabelecendo duas linhas de segurança que funcionariam como novas fronteiras de controle. Uma das linhas liga o Monte Mubarak, no Irã, ao sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A outra vai da ponta da ilha de Qeshm, no Irã, até Umm Al Quwain, também nos Emirados Árabes Unidos.

A disputa de narrativas entre Teerã e Washington teve reflexo no mercado de petróleo. O barril do Brent subiu cerca de 5% nesta segunda-feira, ultrapassando US$ 114. O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica por onde transitava até 20% do petróleo comercializado globalmente.

Houve também relatos de ataques a dois navios comerciais em um intervalo de 24 horas. Em contrapartida, a Marinha do Irã afirmou ter impedido a passagem de embarcações consideradas estadunidense-israelenses pelo estreito e alegou ter atingido um navio de guerra dos EUA no Golfo de Omã. As Forças Armadas americanas negaram ter sido afetadas.

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