As redes públicas de ensino que pretendem usar as notas da Prova Nacional Docente (PND) de 2026 na seleção de professores da educação básica têm até 31 de maio para formalizar a adesão ao exame.
Desde abril, o processo é feito exclusivamente pelo Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec). O acesso ocorre com login e senha da plataforma Gov.br, cadastrados por secretários de Educação ou por dirigentes estaduais e municipais.
A PND foi criada para apoiar as redes públicas na contratação de docentes e aprimorar o ingresso na carreira do magistério em todo o país.
As redes que já haviam aderido em 2025 precisam confirmar novamente o interesse até o fim de maio para continuar usando a nota da prova a partir de 2026. A manifestação renovada terá validade permanente, salvo cancelamento posterior pela gestão local, também pelo Simec.
No ano passado, 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND.
Após o prazo, o Ministério da Educação divulgará a lista dos estados e municípios que confirmaram participação na edição de 2026 e daqueles que renovaram a adesão. A publicação está prevista para junho, no Diário Oficial da União e no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O cronograma prevê inscrições dos candidatos entre 15 e 26 de junho. A aplicação da prova está marcada para 20 de setembro, sob responsabilidade do Inep. Os resultados finais devem ser divulgados em dezembro.
A PND corresponde à mesma avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas e será aplicada em todas as 27 unidades da Federação. O exame é composto por dois blocos: formação geral docente e componentes específicos.
A primeira parte reúne 30 questões objetivas e uma discursiva, voltadas a competências pedagógicas, temas da realidade brasileira e internacional, comunicação escrita e raciocínio lógico. A segunda traz 50 questões objetivas sobre uma das 21 áreas de conhecimento escolhidas pelo candidato.
Realizada anualmente pelo MEC em parceria com o Inep, a prova não substitui os processos seletivos das secretarias de Educação, mas pode ser usada como etapa objetiva e/ou discursiva. O exame também não cria banco de candidatos nem permite consulta pública aos inscritos. As notas ficam disponíveis às redes apenas mediante o CPF do participante.
Os resultados de cada edição têm validade de três anos e integram o Programa Mais Professores para o Brasil, que busca fortalecer a formação docente, ampliar o ingresso no ensino público e valorizar a carreira do magistério.




