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sexta-feira, maio 8, 2026

Fábrica de produção de linha chilena é encerrada no Rio

Dois homens foram presos e uma fábrica clandestina de linha chilena foi fechada em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio, durante operação da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil. O material é proibido por lei estadual por oferecer risco grave a motociclistas e a outras pessoas.

Segundo a legislação em vigor desde novembro de 2017, é proibida a fabricação, a venda, o uso, o porte e a posse de cerol e de linha chilena, substâncias usadas em disputas entre pipas e que podem provocar cortes profundos. A linha chilena, feita com componentes como quartzo moído, algodão e óxido de alumínio, é considerada ainda mais perigosa por sua resistência e capacidade de causar lesões severas.

A ação desta quinta-feira, dia 7, foi realizada a partir de cruzamento de dados e troca de informações de inteligência. Os investigadores localizaram uma estrutura clandestina considerada bem organizada, que abastecia diferentes estados do país. No local, foram apreendidos materiais usados na produção do produto ilegal, além de grande quantidade de linha já pronta.

A Polícia Civil informou que o uso da linha chilena representa alto risco por causa de seus elementos cortantes, capazes de provocar mutilações e mortes. O material também pode atingir a rede elétrica e animais, ampliando os prejuízos.

As denúncias de uso e comercialização de linha chilena e cerol no Rio aumentaram de forma expressiva. Em 2025, foram 1.203 registros, mais que o dobro dos 561 contabilizados em 2024. Nos três primeiros meses de 2026, já haviam sido anotadas 110 ocorrências.

Os motociclistas seguem entre as principais vítimas. Em abril deste ano, Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, morreu em Cascadura, na zona norte do Rio, após ter o pescoço atingido por linha chilena.

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