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terça-feira, maio 12, 2026

Capacitação em policiamento restaurativo aproxima culturas e fortalece cooperação internacional em Mato Grosso do Sul

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) concluiu, na quinta-feira (7), um ciclo de formação em Justiça e Policiamento Restaurativo voltado a cinco regiões com forte presença indígena no Estado: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá.

Ao todo, 430 profissionais da segurança pública participaram da capacitação. O grupo reuniu policiais civis e militares, peritos oficiais e bombeiros militares. A ação foi desenvolvida em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (Fesp).

Nos municípios atendidos, indígenas também atuaram como agentes metodológicos, contribuindo para as discussões e atividades do curso. A proposta integrou conteúdos sobre Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena, com base em experiências aplicadas no Brasil, no Canadá e nos Estados Unidos.

A formação começou em 23 de abril e percorreu as cinco cidades ao longo de várias etapas. Segundo a Sejusp, a iniciativa buscou aproximar forças de segurança e comunidades tradicionais, especialmente em áreas de maior concentração de povos originários.

Outro ponto do ciclo foi a participação de representantes das polícias do Paraguai e da Bolívia. O intercâmbio levou em conta a realidade de Mato Grosso do Sul, que tem mais de mil quilômetros de fronteira seca com os dois países e enfrenta desafios semelhantes na atuação junto às comunidades indígenas.

A programação foi idealizada pelo Centro de Justiça Restaurativa de Mato Grosso do Sul (Cejure-MS), sob coordenação da juíza federal Raquel Domingues do Amaral. A magistrada destacou, no evento, a relação entre práticas restaurativas e saberes ancestrais indígenas.

A Secretaria da Cidadania avaliou que a iniciativa amplia a reflexão sobre a atuação do Estado junto a grupos historicamente vulnerabilizados. Já a superintendência de Segurança Pública da Sejusp tratou o ciclo como parte de uma mudança de cultura institucional e informou que, somando esta etapa às ações realizadas em Campo Grande, quase 500 agentes e mais de 60 lideranças indígenas já passaram pela formação.

O corpo docente reuniu nomes nacionais e estrangeiros, sob coordenação do professor João Salm, da Governors State University. Também participaram Janet Murdock, do PNUD; Nicholas Jones, da Universidade de Regina; James Coldren, do Centro de Pesquisa e Inovação em Justiça de Chicago; Kátia Roncada, juíza federal do TRF3; e o perito oficial Orivaldo Mendonça Júnior.

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