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quarta-feira, maio 13, 2026

Brasil encerra 2025 com crescimento de 5% no estoque de empregos

O Brasil encerrou 2025 com 59,971 milhões de postos de trabalho formais, o que representa alta de 5% em relação ao total registrado em 2024. Os dados constam da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Do total de vínculos, 46,128 milhões eram de trabalhadores com carteira assinada. Outros 12,657 milhões correspondiam a servidores estatutários. Já 1,186 milhão reunia vínculos em organizações sem fins lucrativos, sindicatos, pessoas físicas no meio rural e outras categorias.

O setor de Serviços liderou a geração de empregos formais, com 35,695 milhões de vínculos, crescimento de 7,2% na comparação anual. Na sequência aparecem Comércio, com 10,487 milhões de postos e avanço de 1,7%, e Indústria, que somou 9,017 milhões, também com alta de 1,7%.

A Construção fechou o ano com 2,57 milhões de empregos formais, aumento de 2,5%. Na Agropecuária, o total chegou a 1,812 milhão, com crescimento de 1,6%.

Dentro de Serviços, a administração pública teve expansão de 15,2%, para 1.483.555 vínculos. O avanço foi puxado principalmente pelos municípios e pelos governos estaduais. A área de educação registrou alta de 6,2%, enquanto a saúde humana cresceu 4,2%.

Mesmo com a ampliação do estoque de empregos, a remuneração média apresentou leve queda de 0,5% e ficou em R$ 4.434,38.

A Rais também informou que o número de estabelecimentos com empregados passou de 4,7 milhões para 4,8 milhões, alta de 2,1%.

Regionalmente, o Nordeste e o Norte tiveram as maiores altas proporcionais, ambas de 10,1%. O Nordeste adicionou 1.076.603 vínculos, e o Norte, 354.753. O Centro-Oeste cresceu 5,7%, com 322.513 vínculos.

O Sudeste, que concentra a maior parte do emprego formal no país, respondeu por 47,4% do total. Em seguida aparecem o Nordeste, com 19,5%, e o Sul, com 16,8%.

Entre os estados, os maiores aumentos percentuais foram registrados no Amapá, no Piauí, em Alagoas e na Paraíba. Em termos absolutos, São Paulo liderou a expansão, seguido por Bahia, Minas Gerais e Ceará.

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