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quarta-feira, maio 13, 2026

Marcha universitária protesta contra cortes de Milei

Estudantes, docentes, funcionários e autoridades de universidades da Argentina realizaram nesta terça-feira (12) a quarta Marcha Nacional Universitária em defesa da educação e da pesquisa públicas.

A mobilização teve como principal concentração a Praça de Maio, em Buenos Aires, e também ocorreu em Mendoza, Córdoba e La Plata. O ato foi organizado com apoio da Federação Argentina de Universidades (FUA), da Frente Nacional de União Universitária e do Conselho Interuniversitário Nacional (CIN).

Os participantes protestaram contra o congelamento do orçamento, a perda do poder de compra e o descumprimento da Lei de Financiamento Universitário.

Levantamento da associação Justiça Distributiva mostra que os gastos reais com o ensino superior caíram 29% entre 2023 e 2025, alcançando o menor patamar desde 2006.

A situação deve se agravar em 2026. As universidades operam com cerca de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto as transferências do governo nacional recuaram mais de 45% desde 2023, segundo dados citados pelo setor universitário.

A crise também atinge os salários. Em Mendoza, o valor pago a um professor em dedicação integral foi informado em 1,5 milhão de pesos por mês, remuneração considerada insuficiente para sustentar uma família.

No campo institucional, há uma disputa jurídica em andamento. A Lei 27.795, aprovada em outubro de 2025 após a derrubada do veto presidencial, prevê a atualização das verbas e dos reajustes salariais. O governo suspendeu a aplicação da norma sob a alegação de falta de recursos, decisão que foi parcialmente revertida por liminares e agora está sob análise do Supremo Tribunal.

A comunidade universitária afirma que os cortes colocam em risco a pesquisa, as atividades de extensão e o funcionamento dos hospitais universitários.

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