24.2 C
Dourados
quinta-feira, maio 14, 2026

Agentes vistoriam 1.439 casas nas aldeias e encontram 493 focos do Aedes aegypti

Os agentes de endemias coordenados pelo Polo Base do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), com apoio da Secretaria Municipal de Saúde e Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Dourados, vistoriaram 1.439 casas nas aldeias Bororó e Jaguapiru e encontraram 493 focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor Chikungunya, Dengue e Zica Vírus. Os números revelam que mesmo com a epidemia tendo provocado a morte de 9 moradores da Reserva Indígena, ainda falta conscientização sobre prevenção, principalmente, em relação aos pontos com água parada.

Os trabalhos seguem diretrizes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o enfrentamento à epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena e no perímetro urbano do município, bem como fazem parte do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya.

Durante as ações, os agentes de endemias encontraram 168 casas fechadas nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Eles também foram impedidos de entrar em 7 imóveis porque os moradores não permitiram o trabalho de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Os agentes vistoriaram 583 caixas d’água e fizeram o tratamento químico em 185 delas, ou seja, mesmo com as ações constantes ainda é elevado o número de caixas d’água que ficam abertas e acabam virando criadouros do mosquito transmissor da Chikungunya.

Além das ações de combate às endemias, a força-tarefa que envolve Defesa Civil (estadual e municipal), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) coordenou a retirada de 500 toneladas de resíduos sólidos que estavam descartados irregularmente na Reserva Indígena. O trabalho de coleta de resíduos depositados em caçambas continua sendo realizado 3 vezes por semana pela Prefeitura de Dourados.

SAÚDE PRIMÁRIA

As equipes de saúde, também coordenadas pelo Polo Base do Distrito Sanitário Especial Indígena, seguem atuando em período integral na atenção primária nas aldeias Bororó e Jaguapiru. Nesta segunda-feira, a Equipe 1 da Bororó realizou 13 consultas clínicas e diagnosticou 2 pacientes com Chikungunya, ambos na fase aguda da doença, ou seja, com os sintomas tendo mais de 15 dias. Não foi realizada nenhuma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá) e também não houve nenhuma busca ativa por paciente.

A Equipe 2 da Aldeia: Bororó realizou 33 consultas e diagnosticou 2 pacientes com Chikungunya na fase aguda, quando os sintomas apareceram há menos de 14 dias. Também foi atendido um paciente com a doença na fase sub aguda, quando os sintomas surgiram há mais de 15. Não foi realizada pela Equipe 2 nenhuma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), mas 1 paciente precisou ser levado pela Hospital Universitário (HU/UFGD).

A Equipe 1 da Aldeia Jaguapiru realizou 29 consultas clínicas, sendo 5 delas em pacientes com Chikungunya na fase sub aguda. Não foi realizada nenhuma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), mas a equipe precisou fazer uma busca ativa. A Equipe 2 da Aldeia Jaguapiru realizou 22 consultas clínicas, duas delas em pacientes com Chikungunya na fase sub aguda. Não foi realizada pela Equipe 2 nenhuma remoção para o Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá).

OUTRAS NOTÍCIAS

REDES SOCIAIS

6,740FãsCurtir
126SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS