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terça-feira, junho 9, 2026

Pessoas com 50 anos ou mais devem responder por metade dos gastos com saúde até 2044

Em cerca de 20 anos, metade dos gastos das famílias brasileiras com produtos e serviços de saúde deve vir de pessoas com 50 anos ou mais. A chamada geração prateada será responsável por R$ 559 bilhões de um total estimado em R$ 1,1 trilhão consumido nesse setor em 2044.

A projeção indica uma mudança importante em relação a 2024, quando o público 50+ respondeu por 35% dessas despesas, que incluem medicamentos, planos de saúde, suplementos, consultas e exames.

Os dados fazem parte do estudo *Mercado Prateado: consumo dos brasileiros 50+ e projeções*, elaborado pela data8, empresa especializada em pesquisas sobre envelhecimento e longevidade.

O levantamento mostra que o peso desse grupo no consumo de saúde cresce de forma acelerada com o avanço da idade. Em 2024, o Brasil tinha 59 milhões de pessoas com 50 anos ou mais, o equivalente a 27% da população, mas esse contingente já concentrava 35% dos gastos do setor.

Para 2044, a estimativa é de 92 milhões de brasileiros nessa faixa etária. O grupo deverá representar 40% da população e responder por metade do consumo com saúde no país.

Segundo o estudo, planos de saúde, medicamentos e suplementos somam 79% da cesta mensal de consumo de saúde entre pessoas acima de 50 anos. O impacto no orçamento também aumenta com a idade: entre os menores de 50 anos, esses itens consomem 8% da renda; na geração prateada, a fatia sobe para 14%.

A pesquisa detalha ainda que, entre pessoas de 50 a 54 anos, 11% do consumo mensal vai para a saúde. Na faixa de 70 a 74 anos, o percentual chega a 18%. Entre os que têm 80 anos ou mais, atinge 21%.

Além desses itens, entram na conta consultas médicas, exames e materiais de tratamento.

O estudo também destaca a necessidade de o país se preparar para o envelhecimento populacional. A pressão sobre os sistemas público e privado de saúde tende a crescer nas próximas décadas, especialmente em áreas mais vulneráveis, onde a oferta já é insuficiente para atender à demanda.

Entre as medidas apontadas para enfrentar esse cenário está a ampliação da cadeia de cuidados de longa duração. A pesquisa também defende maior investimento em medicina preventiva e em serviços voltados à manutenção da qualidade de vida.

Para os pesquisadores, o desafio não é apenas ampliar a expectativa de vida, mas garantir que esse aumento venha acompanhado de mais saúde e autonomia na velhice.

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