Uma semana após a explosão que atingiu cerca de 150 imóveis no bairro do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, famílias afetadas ainda aguardam definições sobre a reconstrução das casas e a retomada da rotina. O desastre deixou duas pessoas mortas e causou ferimentos em ao menos outras duas.
O Ministério Público esteve nesta segunda-feira, dia 18, na comunidade atingida para ouvir moradores. Os depoimentos vão ajudar a orientar medidas emergenciais de atendimento às vítimas.
No mesmo dia, houve reunião na sede do Ministério Público com representantes do governo estadual e das concessionárias envolvidas, além da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). O encontro dimensionou o impacto da ocorrência: 744 pessoas já receberam auxílio emergencial e pelo menos 51 moradias seguem inabitáveis.
Entre as prioridades definidas está o retorno das crianças alojadas em hotéis às escolas, segundo informações repassadas pelo Ministério Público.
No último domingo, o governo estadual informou que 293 imóveis já haviam sido vistoriados por técnicos e engenheiros. Também disse que as obras começaram em 123 casas com danos leves, com custeio das concessionárias responsáveis.
Defesa Civil e empresas envolvidas tinham a previsão de concluir até esta segunda-feira a lista de imóveis interditados, mas a atualização ainda não havia sido confirmada até o momento.




