As mudanças no clima têm alterado o regime de chuvas e ampliado a busca por alternativas no campo, especialmente em Mato Grosso do Sul. Entre as estratégias adotadas pelos produtores está a irrigação, vista como uma forma de reduzir riscos e elevar a produtividade.
Em Maracaju, a Fazenda Real recebeu na quinta-feira passada o Dia de Campo da Cultura do Milho Safrinha, em uma ação conjunta da Associação dos Irrigantes de Mato Grosso do Sul (AIMS), da empresa MS Integração e do Governo do Estado, por meio da Semadesc. O encontro reuniu cerca de 300 produtores e profissionais do setor.
A propriedade pertence ao produtor Luiz Carlos Roos, que também preside a AIMS. A fazenda fica a cerca de 6 quilômetros da área urbana do município e tem 700 hectares, dos quais 580 são ocupados com milho. No local, há um projeto de irrigação com cinco pivôs centrais, sendo dois já instalados em uma área de aproximadamente 260 hectares.
Durante o evento, foram apresentadas mais de 80 variedades de milho desenvolvidas por diferentes empresas. Os materiais expostos são voltados à adaptação a solos distintos, às variações climáticas e à resistência a pragas.
Representando o governo estadual, o secretário adjunto da Semadesc, Alex Melotto, destacou a importância de iniciativas voltadas à difusão de tecnologias para o agronegócio. Também participaram o prefeito de Maracaju, José Marcos Calderan, o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta, além de técnicos da pasta.
O município de Maracaju se destaca pela grande área cultivada e pela presença de instituições de pesquisa, como a MS Integração e a Fundação MS, fatores que têm ajudado a impulsionar a adoção de novas tecnologias no campo.
O Estado também vem ampliando políticas públicas para o setor. Em 2024, o governo lançou o Programa Estadual de Irrigação, o MS Irriga, com foco na expansão da área irrigada, na diversificação da produção e no aumento da produtividade de forma sustentável.
Dados recentes mostram que Mato Grosso do Sul já soma 320.304 hectares irrigados, quase três vezes mais que os 120 mil hectares registrados há duas décadas. Levantamentos apontam ainda a existência de 4,7 milhões de hectares com potencial para receber irrigação no Estado.




