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quarta-feira, junho 3, 2026

Bolsa avança 1,16% e dólar recua para R$ 5, apesar de medida dos EUA

A Bolsa de Valores brasileira encerrou a terça-feira (2) em alta, enquanto o dólar recuou, em um pregão marcado pelo aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O Ibovespa subiu 1,16% e fechou aos 174.197 pontos. Já a moeda americana caiu 0,24%, cotada a R$ 5,009 no encerramento.

Mesmo com a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho, os investidores priorizaram o ambiente externo mais favorável ao risco. A medida faz parte de uma investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais pelos americanos.

No mercado acionário, o principal índice da B3 interrompeu uma sequência de cinco quedas seguidas. A recuperação foi puxada sobretudo por papéis de bancos e mineradoras.

Na semana, a bolsa acumula alta de 0,24%. No ano, o avanço chega a 8,11%.

O noticiário político também seguiu no centro das atenções. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as tratativas com Washington fiquem sob responsabilidade dos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O governo brasileiro considera injusta a proposta americana de elevar tarifas sobre exportações nacionais.

No câmbio, o dólar comercial acompanhou o enfraquecimento global da moeda americana diante de divisas de mercados emergentes. A cotação variou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0245 ao longo do dia, mas terminou perto da estabilidade, levemente acima de R$ 5.

Em 2026, o dólar já acumula queda superior a 8% frente ao real. Entre os fatores para esse movimento estão o fluxo de recursos para a bolsa brasileira e a diferença de juros em favor do país em relação a outras economias.

O cenário internacional também foi influenciado pelas negociações entre Estados Unidos e Irã, com o mercado acompanhando a possibilidade de avanços diplomáticos no Oriente Médio.

O petróleo fechou em alta, sustentado pela cautela em relação às conversas entre Washington e Teerã. O Brent, referência internacional, avançou 1,07% e terminou a US$ 96 por barril. O WTI, negociado no mercado americano, subiu 1,74%, para US$ 93,76.

Investidores seguem atentos à eventual reabertura do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte global de petróleo. A falta de sinais concretos de avanço nas negociações mantém no radar o risco de restrição na oferta e ajuda a sustentar os preços em patamar elevado.

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