O superávit da balança comercial brasileira cresceu em maio, impulsionado pelo avanço das exportações de soja e cobre. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as vendas externas superaram as compras do exterior em US$ 7,823 bilhões no mês.
O resultado representa alta de 10,8% em relação a maio de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 7,059 bilhões. Trata-se do quarto maior superávit já registrado para meses de maio na série histórica iniciada em 1989.
As exportações somaram US$ 31,904 bilhões, com crescimento de 6,6% na comparação anual. Já as importações totalizaram US$ 24,081 bilhões, alta de 5,3%. Os dois valores são os segundos maiores já apurados para meses de maio.
No acumulado de janeiro a maio, a balança comercial registra superávit de US$ 32,662 bilhões, avanço de 34,2% frente ao mesmo período do ano passado. O desempenho foi favorecido pela retomada de commodities e pela ausência de uma operação de importação de plataforma de petróleo que havia ocorrido em fevereiro de 2025.
Nesse intervalo, as exportações alcançaram US$ 148,571 bilhões, com aumento de 8,7%. As importações somaram US$ 115,908 bilhões, alta de 3,2%. O saldo acumulado é o terceiro maior da série histórica.
Na divisão por setores, as exportações da agropecuária cresceram 9,8% em maio. A indústria de transformação avançou 9%, enquanto a indústria extrativa recuou 1,9%.
Entre os produtos, a soja foi o principal destaque positivo, seguida por algodão bruto, milho não moído e minério de cobre. Na indústria de transformação, tiveram aumento as vendas de carne bovina, combustíveis e ouro não monetário.
Em valores absolutos, a soja respondeu pela maior alta mensal, com avanço de US$ 804,1 milhões. O minério de cobre veio na sequência, com crescimento de US$ 617,9 milhões.
As exportações de petróleo bruto caíram no mês, pressionadas pela redução do volume embarcado, apesar da alta no preço médio. O café também teve queda nas vendas externas em maio.
Do lado das importações, o principal impulso veio dos veículos. Também cresceram as compras externas de pescados, hortaliças, soja, fertilizantes brutos, carvão, combustíveis, válvulas e tubos termiônicos, além de automóveis de passageiros.
Para 2026, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 72,1 bilhões. A estimativa é de exportações de US$ 364,2 bilhões e importações de US$ 280,2 bilhões. As projeções oficiais são revisadas a cada trimestre, e novas estimativas devem ser apresentadas em julho.
O governo federal projeta um resultado abaixo do esperado por parte do mercado financeiro. No boletim Focus, do Banco Central, a previsão é de superávit de US$ 76,2 bilhões no ano.




