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sábado, junho 6, 2026

EUA impõem novas sanções e miram empresa de mineração e presidente de Cuba

Os Estados Unidos anunciaram novas sanções econômicas contra Cuba, desta vez voltadas a empresas dos setores de mineração e turismo, além de integrantes do governo cubano, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel. As medidas ampliam o pacote de restrições imposto por Washington contra a ilha, em uma política que busca pressionar economicamente Havana.

Na quinta-feira (4), o Departamento do Tesouro الأميركي colocou na lista de entidades sancionadas a Amistur Cuba, empresa de turismo, e a Minera la Victoria, uma joint venture entre a estatal cubana Geominera e a australiana Antilles Gold.

No mesmo dia, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a falar sobre Cuba e afirmou que a Casa Branca poderia agir em relação ao país depois de concluir outras prioridades da política externa americana.

Também houve um novo posicionamento do secretário de Estado, Marco Rubio, que advertiu que bancos e companhias que prestarem serviços às entidades sancionadas podem ser alvo de punições adicionais.

Entre os sancionados estão o presidente cubano, sua esposa, Lis Cuesta Peraza, e o filho do casal, Manuel Anido Cuesta. A lista inclui ainda outros nomes ligados ao governo de Havana, como Alejandro Castro Espín e Raúl Alejandro Castro Calis, respectivamente filho e neto do ex-presidente Raúl Castro.

As punições também atingem o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês de Defesa da Revolução (CDR).

Segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA, transações feitas por cidadãos ou empresas americanas, ou por pessoas em território americano, com bens vinculados aos alvos das sanções estão proibidas.

Em resposta, o governo cubano classificou as novas medidas como agressão contra a ilha. Díaz-Canel afirmou que as ações de Washington prejudicam a população e reforçam a pressão política sobre o país.

O chanceler Bruno Rodríguez também criticou a inclusão de pessoas e instituições cubanas na lista de sanções, afirmando que a iniciativa faz parte de um plano de intervenção. Ele ainda contestou declarações do governo americano sobre o fornecimento de petróleo a Cuba e mencionou uma ordem executiva assinada nos EUA que prevê punições a países que mantenham esse tipo de comércio com a ilha.

O bloqueio econômico imposto pelos EUA contra Cuba existe há quase 70 anos e foi endurecido no fim de 2025. Em janeiro de 2026, Washington ameaçou sancionar quem vendesse petróleo ao país, o que contribuiu para uma crise de abastecimento. Cuba, com cerca de 11 milhões de habitantes, chegou a passar três meses sem receber petróleo.

As restrições têm agravado os apagões, pressionado os preços de itens básicos, reduzido o transporte público e afetado a distribuição da cesta básica subsidiada pelo Estado. Moradores de Havana ouvidos pela Agência Brasil apontam o período atual como o mais difícil enfrentado pela população nos últimos anos.

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