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terça-feira, junho 9, 2026

Eleições no Peru: Sanchéz lidera Fujimori por apenas 19 mil votos

A disputa pelo segundo turno da eleição presidencial do Peru continua indefinida nesta terça-feira (9). O candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino aparece na frente, mas com vantagem apertada sobre a candidata de direita Keiko Fujimori.

Com 95,9% das urnas apuradas, Sánchez tinha 50,056% dos votos, contra 49,944% de Keiko. A diferença entre os dois é de cerca de 19,8 mil votos e vem diminuindo ao longo das últimas horas, impulsionada pela recuperação da candidata conservadora.

Sánchez passou à frente na contagem na tarde de segunda-feira (8), quando o país alcançou 93,9% das urnas processadas. No início da apuração, Keiko chegou a abrir cerca de 200 mil votos de vantagem, em razão da ordem de contabilização, que começou por Lima, a capital peruana.

O Jurado Nacional de Eleições, principal autoridade eleitoral do país, informou que o resultado final deve ser divulgado apenas em meados de julho. A demora está relacionada à inclusão de uma nova etapa obrigatória de recontagem em mesas com inconsistências.

Segundo o órgão, mil atas já foram classificadas como “em observação” e passaram por nova verificação com a presença de observadores partidários e fiscais. Das mais de 92,7 mil atas da eleição, aproximadamente 2,2 mil ainda aguardam processamento, de acordo com a Oficina Nacional de Processos Eleitorais.

A maior parte desse total restante vem do exterior. São cerca de 1,7 mil mesas, onde Keiko Fujimori tem desempenho mais forte. Até o meio-dia desta terça-feira, 30,2% das atas do exterior haviam sido computadas, com 65,4% dos votos para Keiko e 34,5% para Sánchez.

Os dois disputam a Presidência do Peru para o período de 2026 a 2031. O vencedor será o nono chefe de Estado do país em dez anos marcados por forte instabilidade política. Desde 2016, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo Congresso peruano.

Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, já perdeu as três últimas disputas presidenciais em segundo turno, em 2011, 2016 e 2021. Sánchez, por sua vez, é aliado do ex-presidente Pedro Castillo, que foi destituído, preso e condenado por tentativa de golpe de Estado.

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