20.6 C
Dourados
terça-feira, junho 9, 2026

MapaBiomas: Mato Grosso do Sul registra a menor área desmatada do Brasil nos últimos 7 anos

Mato Grosso do Sul registrou a menor área de desmatamento sem licença ambiental entre todas as unidades da federação nos últimos sete anos. O dado faz parte do Relatório Anual de Desmatamento 2026, divulgado pelo MapBiomas.

Segundo o levantamento, entre 2019 e 2025 foram suprimidos 368.931 hectares de vegetação nativa no Estado. Desse total, 277.357 hectares tinham autorização legal, com base no cruzamento das informações do MapBiomas com licenças emitidas pelo Imasul. Isso significa que 75,2% de toda a área desmatada no período estava regularizada, o maior percentual do país.

Os números também indicam avanço no controle sobre a supressão vegetal ilegal. Em 2019, apenas 31,6% da área desmatada tinha autorização ambiental. Em 2025, esse índice chegou a 94,3%, também o maior entre os estados brasileiros.

No Pantanal, bioma que concentra mais de 84% de sua vegetação nativa preservada em Mato Grosso do Sul, o cenário também é de redução na pressão sobre a cobertura vegetal. No ano passado, o bioma teve o segundo menor número de alertas de desmatamento do país, com 163 registros, e somou 12.260 hectares suprimidos. Desse total, 10.042 hectares tinham licença ambiental.

De acordo com o governo estadual, a mudança está relacionada à Lei do Pantanal, em vigor desde fevereiro de 2024, que redefiniu regras de conservação, proteção, restauração e uso sustentável na área de uso restrito do bioma. A legislação ampliou as áreas protegidas e passou a considerar como preservação permanente ambientes como landis, salinas, veredas e meandros abandonados. Capões e cordilheiras também ganharam proteção específica.

A norma impede a expansão de culturas como soja, cana-de-açúcar, eucalipto e outras espécies exóticas em novas áreas, mantendo apenas o que já estava consolidado. Nessas áreas, o replantio depende de licença ambiental e a ampliação de plantio não é permitida. A pecuária extensiva segue autorizada, desde que sem degradação ambiental. A lei também mantém exceções para a produção de alimentos por agricultores familiares e para culturas sem finalidade comercial, como forrageiras.

Outra frente adotada pelo governo foi o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que remunera produtores por ações de conservação. Uma das modalidades prevê a compensação financeira para quem renuncia a licenças de supressão vegetal ou decide manter áreas que poderiam ser legalmente desmatadas.

No primeiro edital do programa, 40 produtores foram contemplados com R$ 2.961.274,95 para preservar 112.098,79 hectares de vegetação nativa excedente em suas propriedades. O segundo edital está em fase de análise técnica, com 23 inscrições já deferidas. A divulgação do resultado final é esperada para meados de julho.

O governo atribui ainda a queda do desmatamento ilegal no Pantanal à consolidação de uma prática histórica de convivência entre produção rural e conservação ambiental na região.

OUTRAS NOTÍCIAS

REDES SOCIAIS

6,728FãsCurtir
123SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS