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terça-feira, junho 9, 2026

MP-SP apura infiltração do PCC na polícia em operação

O Ministério Público de São Paulo deflagrou na manhã desta terça-feira (9) a Operação Infiltrados para apurar a atuação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) junto a agentes públicos. A investigação também mira suspeitas de extorsão, violação de sigilo funcional e infiltração de criminosos dentro da própria instituição.

A ação é um desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White e conta com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do 1º Batalhão de Ações da Polícia Civil e das corregedorias da Polícia Penal e da Polícia Civil em Campinas.

Segundo o Ministério Público, o PCC teria articulado um atentado contra o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco. As apurações indicam que um dos principais suspeitos de planejar o ataque se reuniu com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas cerca de uma semana antes da operação que frustrou a tentativa de assassinato, em 2025. Há vídeos que registram o encontro.

As investigações também apontam que um estagiário do órgão teria atuado em esquema de extorsão contra um integrante do PCC. Ele teria se infiltrado em uma Promotoria de Justiça Criminal de Campinas e, com apoio de outros servidores, identificado um criminoso com alto poder econômico. A partir daí, passou a exigir dinheiro em troca de suposta proteção em investigações.

De acordo com o MP, o estagiário contou com a ajuda de um policial penal e de um ex-policial civil expulso da corporação por extorsão.

Nesta terça-feira, são cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária nas cidades de Campinas e Cardoso.

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