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quinta-feira, junho 11, 2026

Setor de serviços registra alta de 1,2% em abril, após seis meses de queda

O setor de serviços no Brasil avançou 1,2% de março para abril, interrompendo uma sequência de cinco meses sem alta nessa comparação. O desempenho inclui atividades como transporte, turismo, restaurantes, salões de beleza, internet e tecnologia da informação.

Em março, o setor havia recuado 1,1%. Na comparação com abril de 2025, houve crescimento de 1,9%. No acumulado de 12 meses, a expansão é de 2,9%.

Os números fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, a alta de abril foi a maior desde outubro de 2024, quando o setor cresceu 1,3%.

No resultado de abril, os cinco grupos pesquisados tiveram desempenho positivo. O principal impulso veio de transportes, armazenagem e correio, o segmento mais relevante da atividade, responsável por 36,4% do setor.

Entre os grupos, os destaques foram outros serviços, com alta de 2,2%; serviços prestados às famílias, com 1,4%; transportes, armazenagem e correio, com 0,9%; informação e comunicação, com 0,5%; e serviços profissionais e administrativos, com 0,4%.

O avanço do setor de transportes foi influenciado pelo transporte aéreo de passageiros, que cresceu 7% em abril após duas quedas consecutivas. No período acumulado entre fevereiro e março, o segmento havia recuado 16,6%.

De acordo com o IBGE, a redução no preço das passagens aéreas ajudou na recuperação. Em fevereiro e março, houve alta de 18,4% nos preços, enquanto em abril foi registrada queda de 14,45% nesse item do IPCA.

Na comparação mensal, o volume de transporte de passageiros subiu 2,6% em abril. Já o transporte de cargas caiu 0,9%.

O índice de atividades turísticas também registrou resultado positivo. Em abril, o crescimento foi de 4,1% frente a março. No acumulado de 12 meses, a alta chega a 2,7%.

Com isso, o turismo ficou 11,2% acima do nível pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e 2,2% abaixo do pico alcançado em dezembro de 2024.

O indicador reúne 22 atividades ligadas ao turismo entre as 166 pesquisadas pelo IBGE, como hotéis, agências de viagens, bufês e transporte aéreo de passageiros. A pesquisa divulga dados de 17 unidades da federação.

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