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terça-feira, junho 16, 2026

Copom analisa indicadores econômicos e define taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, inicia nesta terça-feira (16) e conclui na quarta-feira (17) a reunião em que definirá a nova taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14,5% ao ano. A decisão levará em conta indicadores da economia brasileira e do cenário internacional, em meio à dúvida sobre a possibilidade de corte ou de manutenção do patamar elevado por mais tempo.

Na reunião anterior, em abril, o comitê reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, em um movimento feito por unanimidade. Foi o segundo corte consecutivo, mas em ritmo menor do que o adotado antes. À época, o BC citou incertezas ligadas aos conflitos no Oriente Médio e a perspectiva de inflação mais resistente.

A Selic é a principal referência para o custo do crédito no país e influencia financiamentos, empréstimos, investimentos e as condições de financiamento para empresas e consumidores.

Na ata mais recente, o Copom informou que segue acompanhando os efeitos do conflito internacional sobre a inflação, além de manter atenção às incertezas da política econômica dos Estados Unidos. O documento não indicou mudança de rumo na condução dos juros.

As expectativas do mercado financeiro também passaram a refletir maior cautela. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15), a projeção é de que a taxa termine 2026 em 13,5% ao ano, acima da estimativa de 13,75% registrada na semana anterior.

O relatório também mostrou alta nas projeções de inflação. A estimativa para o IPCA em 2026 subiu de 5,11% para 5,3% neste ano, marcando a 14ª elevação seguida e ficando acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional.

A meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, o limite inferior é de 1,5% e o superior, de 4,5%.

Além da agenda econômica, a Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira o Projeto de Lei 1838/26, de autoria do governo federal, que trata do fim da escala 6×1. O presidente da Casa, Hugo Motta, convocou reunião do colégio de líderes para esta terça à tarde, com o objetivo de esclarecer pontos do parecer do relator, deputado Léo Prates.

O projeto enviado em abril prevê jornada máxima de 40 horas semanais e oito horas por dia, além de dois descansos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Como tramita em regime de urgência, a proposta está travando a pauta do plenário, que só pode votar determinados tipos de matéria enquanto o texto não for analisado.

A proposta mantém alinhamento com a PEC já aprovada no fim de maio na Câmara, que reduziu a jornada semanal de 44 para 40 horas e estabeleceu a escala de cinco dias de trabalho por dois de folga. O texto segue em análise no Senado.

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