Dados da Organização Mundial de Alergia indicam que cerca de 30% da população mundial convive com algum tipo de alergia. No Brasil, a situação é semelhante, com doenças alérgicas atingindo uma parcela expressiva da população.
Entre as condições mais frequentes estão a rinite alérgica, a asma alérgica e a dermatite atópica. A rinite afeta aproximadamente 30% dos brasileiros. Entre crianças, o índice chega a 26%, e, entre adolescentes, a 30%, segundo dados do Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância, aplicado em diferentes estados do país.
A asma alérgica também tem forte presença no Brasil e alcança cerca de 20% da população. No mundo, a doença atinge 260 milhões de pessoas e está associada a mais de 450 mil mortes por ano. Os sintomas mais comuns incluem falta de ar, chiado no peito, tosse, cansaço e dor torácica, muitas vezes após esforço físico ou até mesmo ao falar e rir.
A dermatite atópica é outra doença com impacto importante na qualidade de vida. Crônica, não contagiosa e presente em pessoas de todas as idades, ela afeta especialmente as crianças, com prevalência de cerca de 20%. Em 5% dos casos infantis, a forma é mais grave. A estimativa é que 60% dos quadros tenham início no primeiro ano de vida. Entre adultos, a ocorrência é de cerca de 3%.
A Semana Mundial da Alergia será realizada entre os dias 21 e 27 deste mês. No Brasil, a mobilização é conduzida pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, com foco na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das doenças alérgicas. O tema deste ano destaca a importância do cuidado com a alergia como parte da atenção à saúde da família.
A campanha será reforçada no período de inverno no Hemisfério Sul, quando os casos respiratórios tendem a aumentar. A entidade orienta que pacientes com sintomas procurem atendimento especializado para identificar o tipo de alergia e iniciar o tratamento adequado.
O diagnóstico pode ser feito por testes alérgicos na pele ou por exames de sangue. A associação destaca que, em muitos casos, a alergia tem origem genética e não tem cura, mas pode ser controlada. Com acompanhamento correto, o paciente pode ficar sem sintomas.
Além das doenças respiratórias, a campanha chama atenção para alergias alimentares, urticária e outras manifestações que também podem comprometer de forma importante o bem-estar. A ação inclui atividades com o público em regionais da entidade e divulgação de informações em seus canais oficiais.
A orientação é que sintomas como espirros frequentes, coceira, coriza, tosse persistente e falta de ar não sejam tratados como algo normal. O controle do ambiente doméstico, com redução de poeira, mofo e ácaros, também faz parte do tratamento e ajuda a evitar crises.




