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terça-feira, junho 30, 2026

Governo de MS atualiza defesa agropecuária e anuncia ações para ampliar competitividade e inovação

O Governo de Mato Grosso do Sul anunciou um pacote de medidas para modernizar a defesa agropecuária no Estado. As ações, coordenadas pela Iagro, têm como foco ampliar a segurança sanitária animal e vegetal, reduzir burocracias e aumentar a competitividade do setor produtivo.

Entre os principais pontos está a mudança nas regras do vazio sanitário da soja. A proposta atualiza a Resolução Semagro nº 648/2017 e deixa de tratar apenas da proibição do plantio antes de 15 de setembro. Com a alteração, passa a ser vedada a manutenção, germinação, desenvolvimento ou permanência de plantas vivas de soja, cultivadas ou voluntárias, entre 15 de junho e 15 de setembro.

A medida foi apresentada na manhã desta terça-feira, dia 30, como parte de um conjunto de ajustes que buscam adaptar a legislação estadual à realidade da produção agrícola, marcada por avanços tecnológicos e mudanças climáticas. A proposta foi construída com participação de representantes do setor produtivo, da pesquisa e da defesa agropecuária.

Na prática, o novo formato pode dar mais flexibilidade ao planejamento da semeadura já a partir da safra 2026/2027, desde que não haja plantas vivas de soja durante o período de vazio sanitário. O objetivo segue sendo o controle da ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura no Estado.

Além da mudança na soja, o governo também vai pedir ao Ministério da Agricultura e Pecuária a revisão do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A intenção é avaliar a possibilidade de abrir a janela de plantio da soja a partir de 1º de setembro na safra 2027/2028.

Outro tema levado ao setor produtivo foi a ampliação do prazo de validade dos exames de Anemia Infecciosa Equina (AIE). A proposta é que, no planalto sul-mato-grossense, o período passe de 60 para 120 dias, após análise técnica da Superintendência Federal de Agricultura no Estado.

Segundo o governo, o estudo elaborado pela Iagro aponta que essa mudança não traria aumento significativo de risco sanitário na região. A medida pode beneficiar produtores rurais, atletas e profissionais ligados ao setor equestre, especialmente em situações de deslocamento prolongado.

O Estado informou que nenhuma norma foi alterada até agora. As propostas ainda dependem de avaliação técnica e fazem parte de um processo de discussão com base científica. Caso a ampliação do prazo seja aprovada, o governo pretende reforçar o controle do trânsito animal com ferramentas como a Resenha Virtual, o Passaporte Equestre Digital e o Aplicativo do Transportador.

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