A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apresentou nesta quarta-feira (1º), em transmissão ao vivo, os detalhes da implantação da TV 3.0, também chamada de DTV+, no Brasil. A iniciativa reuniu jornalistas e influenciadores para mostrar o estágio da tecnologia, os recursos já disponíveis e a participação da estatal na construção da nova estrutura digital.
A demonstração ocorreu com foco nas cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, onde algumas funcionalidades já estão em operação. A EBC é responsável pela Plataforma Comum da DTV+, que servirá como porta de entrada para canais federais e serviços digitais do governo.
A TV 3.0 muda a experiência da TV aberta ao integrar transmissão tradicional, aplicativos, conteúdos sob demanda e ferramentas de interação. A interface inicial deverá exibir ícones de canais e serviços, em um formato semelhante ao de plataformas de streaming.
Entre os serviços previstos estão acesso ao SUS Digital, ao gov.br e à Tela Brasil, além de outras funções públicas. A proposta é aproximar o cidadão de informações e atendimentos diretamente pela televisão, sem necessidade de busca em outros dispositivos.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou durante o evento que o Brasil lidera a adoção da nova tecnologia na América Latina e pode se tornar referência regional. Segundo ele, a Plataforma Comum operada pela EBC tem potencial para servir de modelo a outros países.
Já o secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, João Brant, destacou que a nova TV poderá distribuir conteúdos e serviços de forma mais ativa, levando informações relevantes diretamente à tela do usuário. Ele citou como exemplo estudantes que se preparam para o Enem e que poderão receber sugestões de conteúdos de apoio sem precisar procurá-los.
Brant também afirmou que a escolha da EBC para operar a plataforma ocorreu por sua experiência em comunicação pública.
O secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Wellisch, ressaltou os recursos de acessibilidade da TV 3.0. Entre eles, está a possibilidade de audiodescrição em canal separado, o que permitirá que pessoas com deficiência visual acompanhem programas de forma mais individualizada, sem alterar o áudio principal para os demais telespectadores.
Na parte prática, o diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC, Bráulio Ribeiro, mostrou como será o funcionamento da nova plataforma. Ele exibiu a set-top box, que será conectada à televisão e à antena, e navegou pela interface da DTV+.
A apresentação mostrou que, ao ligar o aparelho, o usuário não será levado imediatamente à programação linear. Primeiro, surgirá uma tela com aparência semelhante à de serviços de streaming, permitindo escolher o aplicativo do canal desejado, acessar transmissões ao vivo, conteúdos sob demanda, enquetes e serviços públicos.
Durante a demonstração, foi exibido o aplicativo da TV Brasil, já disponível nas três capitais mencionadas. Também foram mostrados recursos como votações por controle remoto e serviços do governo, entre eles a localização da Farmácia Popular mais próxima e um catálogo de cursos de formação profissional.
A EBC afirmou que a chegada da TV 3.0 amplia sua função institucional, ao transformar a empresa não apenas em veículo de comunicação pública, mas também em parte da infraestrutura de serviços digitais do país.




