23.9 C
Dourados
sábado, julho 4, 2026

Ararinhas-azuis reintroduzidas na natureza foram atacadas e mortas por predadores

Três das 20 ararinhas-azuis reintroduzidas na caatinga da Bahia foram mortas por aves de rapina desde que voltaram a voar na natureza neste ano. A espécie havia desaparecido do ambiente natural por cerca de duas décadas.

Segundo o ICMBio, o projeto de reintrodução levou anos de preparação até conseguir trazer ao Brasil, em 2020, mais de 50 animais que viviam em cativeiro na Europa. As primeiras solturas ocorreram em junho, com oito aves, e as demais, em dezembro, com mais 12.

Entre os predadores suspeitos estão o carcará e o falcão-de-coleira, apontados na morte de duas ararinhas do primeiro grupo. A terceira ave foi atacada poucos dias após a soltura, em 10 de dezembro, e o gavião-pernilongo foi identificado como um dos responsáveis.

As aves recebem transmissores e passam por monitoramento constante depois de soltas. Além das três mortes, uma das ararinhas do primeiro grupo continua desaparecida.

Na base do projeto, em Curaçá, no interior baiano, há um grande viveiro com mais de 30 ararinhas-azuis. O espaço funciona como reserva para a reintrodução e também como apoio à reprodução da espécie.

Para que a população consiga se manter na natureza, a estimativa é de que ao menos 20 aves sejam soltas por ano ao longo das próximas duas décadas. Ao todo, a meta é chegar a cerca de 400 exemplares reintroduzidos.

O programa conta com aves nascidas em cativeiro em Curaçá, onde já ocorreram três nascimentos, e em um criadouro em Minas Gerais. Também depende da chegada de animais mantidos em cativeiro na Alemanha.

Em janeiro, deve chegar ao país um novo grupo com 30 a 50 ararinhas-azuis para reforçar o plantel em Curaçá.

OUTRAS NOTÍCIAS

REDES SOCIAIS

6,760FãsCurtir
122SeguidoresSeguir
6,890InscritosInscrever
spot_img

VÍDEOS