**NOAA prevê El Niño muito forte a partir de setembro, com efeitos no clima brasileiro**
Uma nova projeção da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta probabilidade de pelo menos 90% para a formação de um El Niño muito forte a partir de setembro. O órgão estima ainda em 69% a chance de que o evento seja o mais intenso desde o início da série histórica, em 1950.
No Brasil, o fenômeno deve provocar mudanças relevantes nos padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões. Boletim de instituições federais responsáveis pelo monitoramento climático e por riscos de desastres indica que o El Niño pode continuar ativo pelo menos até o início de 2027.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período entre agosto e outubro aponta volumes de chuva acima da média na Região Sul. Já nas áreas do centro-norte do país, a tendência é de precipitações inferiores ao padrão esperado para a época.
Os possíveis impactos também alcançam o setor agrícola. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, as condições previstas podem favorecer a colheita do milho de segunda safra e do algodão. Cultivos de inverno no Sudeste também podem ser beneficiados.
No Sul, porém, o excesso de chuva pode prejudicar as atividades no campo. Entre os riscos estão dificuldades para a colheita, atrasos no manejo das lavouras e aumento da incidência de doenças provocadas por fungos.
As projeções indicam ainda temperaturas acima da média durante o segundo semestre. O cenário eleva a possibilidade de ondas de calor e amplia o risco de incêndios florestais em várias partes do país.




