Canetas emagrecedoras sem acompanhamento médico podem causar perda de massa muscular

# Canetas emagrecedoras exigem acompanhamento para evitar perda muscular e deficiências nutricionais

Medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, podem contribuir para a redução de peso. No entanto, o uso sem acompanhamento médico e nutricional pode estar relacionado à deficiência de vitaminas, redução de massa muscular e efeitos gastrointestinais persistentes.

Esses remédios pertencem à classe dos agonistas do receptor GLP-1. Eles reduzem o apetite e retardam o esvaziamento do estômago, o que pode levar à diminuição acentuada da ingestão de alimentos. Sem planejamento alimentar, a redução das refeições pode resultar em consumo insuficiente de proteínas, vitaminas e outros micronutrientes.

A orientação é que, durante o tratamento, a alimentação priorize a densidade nutricional. Mesmo em porções menores, as refeições devem fornecer proteínas, fibras, vitaminas e minerais em quantidade adequada.

As metas de proteína podem variar conforme a condição do paciente. Para adultos jovens e saudáveis, a referência é de cerca de 1,2 grama por quilo de peso corporal ao dia. Entre idosos ou pessoas com risco de sarcopenia, condição caracterizada pela perda de massa muscular, a necessidade pode chegar a 1,5 grama por quilo diariamente.

O monitoramento da massa magra também é indicado durante o emagrecimento. Exames como bioimpedância e densitometria corporal ajudam a acompanhar a composição do corpo, enquanto testes de força de preensão manual podem avaliar a função muscular. A recomendação é evitar que a perda de músculos ultrapasse 25% do total de peso eliminado.

Entre os problemas mais frequentemente associados ao uso inadequado desses medicamentos estão queda ou afinamento de cabelo, náusea, constipação, gases e sensação intensa de estufamento. A ingestão de alimentos gordurosos pode agravar as náuseas.

Para reduzir os efeitos adversos, especialistas recomendam fracionar a alimentação em pequenas refeições ao longo do dia, com boa concentração de nutrientes. Alimentos proteicos devem ser consumidos no início das refeições, antes que a saciedade apareça de forma mais intensa. O aumento da ingestão de fibras e líquidos também pode ajudar a aliviar desconfortos gastrointestinais.

Alguns sinais exigem atenção durante o tratamento, como diminuição da força física ou da mobilidade, especialmente entre idosos. Alterações em exames laboratoriais, incluindo queda nos níveis de vitamina D, potássio, magnésio, ferro e vitamina B12, também podem indicar risco nutricional.

A restrição alimentar excessiva e a perda completa do interesse pela comida podem ser indícios de que a dose da medicação precisa ser reavaliada. O tratamento da obesidade com esses medicamentos deve envolver acompanhamento de endocrinologista, nutricionista e profissional de educação física.

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